autorizadas há um mês 13.06.2026 | 15h00
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Tânia Rêgo/Agência Brasil
O financiamento coletivo para as eleições deste ano, iniciado em 15 de maio, já reúne alguns nomes do cenário político de Mato Grosso, registrando um montante total de R$ 20.702,08 arrecadados por pré-candidatos. A modalidade funciona como uma espécie de "vaquinha virtual" para capitalizar recursos que ficarão guardados e só poderão ser utilizados de fato após o início oficial do período de campanha eleitoral, em 16 de agosto.
O engajamento do eleitorado mato-grossense mostra-se bastante desigual entre os concorrentes nesta largada financeira, com o ex-deputado Ulysses Moraes (Podemos) na dianteira do financiamento coletivo local. Com arrecadação de R$12.904,08, o que representa quase 75% de todo o dinheiro movimentado pelos pré-candidatos da lista no estado pelo site Quero Apoiar.
Logo atrás aparece Thiago Boava (PL) com R$ 5.216,00 em doações. O bloco dos candidatos com arrecadação inicial é completado por Rafaell Milas (Missão), que atingiu a marca de R$ 900, Professora Graciele (PCdoB) com R$ 585, seguida por Luciene Neves (PCdoB) com R$ 560, Dona Neuma (PV) recebeu R$ 479, Bernardo Sabe (Missão) com R$ 48, e por Milton Baldin (Novo), que até o momento registra uma contribuição simbólica de R$ 10.
Por outro lado, o cenário digital impõe desafios para uma parcela significativa dos concorrentes que ainda busca atrair os primeiros apoiadores financeiros. Os pré-candidatos Missionária Elaine Belussi (PL), Doutora Débora (Novo) e Landovoigt (Missão) constam no sistema com as vaquinhas ativas, mas não arrecadaram nenhum valor até o momento, evidenciando a necessidade de intensificar a divulgação para engajar o eleitorado antes das convenções. O levantamento considerou as doações até a quinta-feira (11).
Como funcionam as vaquinhas
As regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para a arrecadação de recursos na pré-campanha exigem que todo o processo ocorra sob fiscalização rigorosa, permitindo a captação de dinheiro apenas por meio de plataformas previamente cadastradas e homologadas pela Justiça Eleitoral, como a Conectei, Quero Apoiar e Apoia-se. O sistema brasileiro restringe as doações exclusivamente a pessoas físicas identificadas obrigatoriamente pelo CPF, proibindo qualquer tipo de financiamento empresarial.
Além disso, existe um limite financeiro rígido que determina que nenhum cidadão pode doar um valor superior a 10% de sua renda bruta declarada no ano anterior. Os pré-candidatos não têm acesso imediato ao dinheiro arrecadado, que permanece retido pela plataforma contratada. A liberação desses fundos para o financiamento das atividades de rua ou digitais só acontece após a homologação da candidatura pelo partido, a obtenção do CNPJ oficial e a abertura de uma conta bancária específica para a campanha.
Caso a candidatura não se concretize ou não seja registrada formalmente, as regras do TSE obrigam as plataformas a realizarem a devolução integral e automática dos valores aos seus respectivos doadores. Durante essa fase de pré-campanha, os políticos podem usar sites e redes sociais para divulgar suas vaquinhas virtuais, mas devem manter cautela total, pois é expressamente proibido fazer pedidos explícitos de voto ou propaganda eleitoral antecipada.
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Milho Disponível
R$ 66,90
0,75%
Algodão
R$ 164,95
1,41%
Boi à vista
R$ 285,25
0,14%
Soja Disponível
R$ 153,20
1,06%
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