REGISTROU BO 05.06.2026 | 17h30

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Montagem/GD
O empresário Carlos Eduardo Caliman, acusado de perseguir a presidente do Partido Novo de Rondonópolis, Raquel Mattei, na última quarta-feira (03), negou que a confusão tenha ocorrido por causa do adesivo de um pré-candidato colado na traseira do carro da empresária. Ele disse que foi atrás dela após a conduta quase provocar um acidente entre os veículos.
O empresário disse, ainda, que foi orientado pelo advogado a registrar um boletim de ocorrência contra Raquel por calúnia, difamação, perseguição e injúria.
No vídeo publicado nas redes sociais, Carlos Eduardo pede desculpas a Raquel e a “todas as outras pessoas que se sentiram ofendidas” pelo episódio. Mas, na sequência, passou a desmentir o relato da empresária. De acordo com Caliman, ele seguia pela via quando o carro da frente foi para a outra pista, na direção da sua caminhonete. Ele disse que Raquel, que conduzia o carro, estava usando o celular enquanto dirigia.
“Eu consegui abrir o vidro e gesticulei para a pessoa, tipo ‘você não me viu? ‘Você não me viu?’, aí ela abaixou o vidro e aí eu vi que era a dona Raquel Mattei”, disse na gravação.
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Nesse momento, segundo o relato dele, os dois começaram a se ofender. Ele diz, contudo, que as ofensas não eram em razão da briga, mas porque se lembrou de uma lista contra "empresários petistas" na cidade, criada após a eleição de 2022.
“Na hora em que aconteceu, me remeteu ao passado, a essa lista que fizeram logo após as eleições de 2022, uma lista de lojas para que as pessoas de Rondonópolis não comprassem porque eram petistas. Vou fazer questão de ler a primeira parte dessa barbaridade que fizeram com a gente”, disse.
O empresário leu um trecho da carta que convidava as pessoas a denunciarem empresários vinculados de alguma forma à esquerda para que “não vejam a cor do nosso dinheiro”. O trecho terminava dizendo: “se não se importam com a nossa nação, não podem se beneficiar dela”.
Carlos Eduardo negou que seja petista e disse que todos na região conhecem a sua ideologia. Afirmou que nunca agrediu ou desrespeitou alguém. “Não tenho nada contra essas pessoas, eu só penso diferente delas politicamente, ideologicamente. E eu acho que tenho que ser respeitado por isso. Eu respeito a opinião deles”, concluiu.
Entenda
Em relato nas redes sociais, Raquel Mattei disse que Carlos Eduardo gritava contra um político que aparecia em um adesivo colado na traseira do seu carro. Nas imagens que ela publicou, é possível ver o motorista de uma caminhonete a ofendendo. Conforme o relato, o homem a estava perseguindo pela cidade e ofendendo. Em determinado momento, ela vê uma equipe policial e pede ajuda. Ao perceber isso, o agressor vai embora do local.
“Do nada ele parou do meu lado, abaixou o vidro e começou a gritar. Eu não entendi por que ele estava gritando; abaixei o vidro e fui perguntar o que foi. Ele me xingando de tudo o que vocês pensarem, do nada. Eu não entendi o porquê ele estava me xingando, fui entender que era uma perseguição política séria”, contou no Instagram.
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