DEPOIMENTO AO STF 22.05.2025 | 10h32

pablo@gazetadigital.com.br
ALMT
O general cuiabano Júlio Cesar Arruda confirmou em depoimento ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que rejeitou a proposta de aderir à proposta de golpe de Estado para impedir que o presidente Lula (PT) assumisse o cargo em 1º de janeiro de 2023.
A proposta foi apresentada pelo general Mário Fernandes, ex-secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência no governo Bolsonaro, no dia 28 de dezembro de 2022, data que Júlio Cesar assumiu o comando do Exército. Conforme o depoimento dado nesta quinta-feira (22) na condição de testemunha de defesa do ex-ajudante do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Mauro Cid, Arruda confirmou que foi procurado por Mario.
"Conversamos sobre diversos assuntos, mas não o expulsei da minha sala. Eu disse que daria continuidade ao que Freire Gomes estava fazendo", disse durante o depoimento, negando que teria expulsado Mário Fernandes de sua sala. A informação é do jornal Folha de S.Paulo, que acompanha os depoimentos.
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Ainda durante o depoimento, Júlio César também negou que tenha impedido a Polícia Militar do Distrito Federal de entrar no Setor Militar Urbano, em Brasília, para prender os golpistas na noite de 8 de janeiro de 2023. Segundo a Folha, ele recebeu informações de que a Polícia Militar pretendia entrar no Setor Militar Urbano para prender todos os manifestantes —muitos dos quais estavam na Praça dos Três Poderes na invasão e depredação dos prédios.
"Quando parte dos manifestantes estava voltando para a Praça dos Cristais [em frente ao quartel], o general Dutra me ligou: 'A PM está vindo atrás e tenho informação que eles vão prender todo mundo'. Eu falei: 'não, isso tem que ser coordenado'. Foi essa a ação inicial", diz outro trecho do depoimento. O general diz que em um primeiro momento conversou com o interventor da segurança pública do DF, Ricardo Cappelli, e o comandante da Polícia Militar, Fábio Augusto Vieira, sobre a prisão dos bolsonaristas.
Logo depois, os ministros Flávio Dino (à época da Justiça), José Mucio Monteiro (Defesa) e Rui Costa (Casa Civil) chegaram ao QG do Exército e definiram que a ação para prender os golpistas seria realizada na manhã do dia 9 de janeiro.
A informação de que Júlio César havia rejeitado aderir à tentativa de golpe de Estado foi revela pelo Estadão no ano passado. Júlio Cesar foi destituído do cargo de comandante do Exército em 21 de janeiro de 2023, após entrar em conflito com o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, por não retirar a nomeação de Mauro Cid para comandar o 1º Batalhão de Ações e Comandos, em Goiânia, uma unidade de elite do Exército. (Com informações do jornal Folha de S.Paulo)
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Arroz com pequi - 22/05/2025
O BUTICO NÃO PASSAVA NEM WIFFI NA FRENTE DO CARECA, FALOU OQUE TODOS LÁ QUERIA ESCUTAR.
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