em casa por problemas de saúde 25.03.2026 | 18h20

redacao@gazetadigital.com.br
Reprodução
Presidente estadual do Partido Liberal (PL) em Mato Grosso, Ananias Filho chamou o tratamento dado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de "tortura e terrorismo". A declaração desta quarta-feira (25) diz respeito a atuação do ministro Alexandre de Moraes, que concedeu prisão domiciliar de 90 dias ao liberal. O ex-chefe do Planalto foi condenado a 27 anos por tentativa de golpe de Estado e cumpria pena na Papudinha até ter internado por problemas de saúde.
"Uma prisão com data marcada para terminar é mais um procedimento de constrangimento psicológico com uma pessoa que está cumprindo pena com todas as dificuldades de saúde. É um terrorismo o que o ministro [Moraes] faz. É tortura", reclamou o atual secretário de Governo de Cuiabá.
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Na última terça-feira (24), o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a prisão domiciliar para Bolsonaro pelo período inicial de 90 dias, em razão de problemas de saúde do ex-presidente.
Ananias, porém, contestou o prazo determinado para o semiaberto. Ele foi ao encontro com o argumento do pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL), que chamou o tempo determinado de 90 dias de "exótico".
"Mais uma vez, Alexandre de Moraes causa um efeito nefasto contra a Justiça brasileira. Eu nunca ouvi falar em prisão [domiciliar] temporária, com data marcada para terminar", argumentou o presidente do PL.
A legalidade do prazo de 90 dias para uma prisão domiciliar divide a opinião de juristas.
"O que eu acho que deveria ser feito é a prisão domiciliar. Se ele [Bolsonaro] descumprir algum requesito cautelar, ele [Moraes] poderia revogar a domiciliar", defendeu Ananias.
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