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'política não é negócio' 26.06.2026 | 17h16

Governador 'tem fé' no apoio dos prefeitos de Cuiabá e VG, mas nega pressão

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Montagem/GD

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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) disse ter “fé” de que vai receber os apoios dos prefeitos de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), e de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), na disputa pelo governo do Estado no pleito deste ano. Pivetta é pré-candidato à reeleição e já conseguiu apoio de duas lideranças regionais do partido: Cláudio Ferreira (PL), prefeito de Rondonópolis; e Edilson Piaia (PL), gestor de Campo Novo do Parecis.


“Eu tenho fé que [Abilio e Flávia vão me apoiar] sim, vamos aguardar. Cada um no seu tempo, a gente não faz pressão”, disse o governador em conversa com a imprensa na quinta-feira (25).


O governador relembrou uma conversa com o prefeito Cláudio Ferreira para afirmar que não oferece nada em troca de apoios, disse que política não é negócio e que é preciso respeitar a liberdade das pessoas, em referência às lideranças políticas.

 

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“Eu falei para o Cláudio algum tempo atrás: ‘eu nunca vou pedir para você nada em troca’. Rondonópolis deu muito ao estado de Mato Grosso a vida toda, o estado de Mato Grosso tem que retribuir, na medida da possibilidade, fazer os investimentos que precisam ser feitos lá em Rondonópolis, e é isso que nós estamos fazendo. Eu falei para ele, ‘no dia em que você se sentir a vontade, que sentir confiança, que achar que deve, você se manifesta, mas não tem data para isso, não tem negócio’”, disse Pivetta.


“Isso não é um negócio, política é confiança, expectativa, esperança, fé. Nós não podemos roubar a liberdade das pessoas, assim como eu quero ser livre e sou livre, é importante a gente ser livre, não ter desejo de consumo reprimido, não ter negócios da família para acertar, para ter que fazer negócio na política, não tenho resto de campanha para pagar e nem terei”, acrescentou.


Pivetta disse desconhecer um movimento nacional do Republicanos para pressionar o Partido Liberal a desistir da pré-candidatura do senador Wellington Fagundes (PL) ao Governo do Estado. Ele, que já havia dito que muitos prefeitos o apoiariam, disse que ficou muito feliz com os apoios dos dois prefeitos do PL.


A situação expôs as divergências entre as lideranças do partido de Jair Bolsonaro em Mato Grosso. A legenda teve que divulgar uma nota pública reafirmando a candidatura de Wellington. Essa foi a décima vez que o partido fez isso.

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