reforma tributária 11.02.2020 | 17h59

redacao@gazetadigital.com.br
Assessoria
Depois de trocas de farpas pela imprensa, governadores dos 27 Estados e do Distrito Federal e o Governo Federal acertaram que alterações na forma de cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), principalmente no preço dos combustíveis, serão discutidas na reforma Tributária, que está em tramitação no Congresso Nacional.
O consenso sobre a questão foi obtido durante o VIII Fórum Nacional de Governadores, em Brasília, nesta terça-feira (11), que teve a participação de representantes do Governo Federal, entre eles o ministro da Fazenda, Paulo Guedes.
O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, explicou que a proposta feita pelo presidente Jair Bolsonaro tornaria inviável a execução orçamentária de todos os Estados. Bolsonaro havia sugerido que os governadores deixassem de cobrar o ICMS sobre os combustíveis. No entanto, o imposto representa de 20% a 30% das receitas estaduais.
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“Nenhum Estado tem condições de fazer esse corte e reduzir receita drasticamente, pois não teríamos dinheiro para pagar os policiais e os servidores, para manter viaturas nas ruas e hospitais funcionando”, exemplificou Mendes.
“Em nossa conversa com o ministro Paulo Guedes, ficou claro que na Reforma Tributária teremos espaço para o diálogo e, portanto, será o momento de construir a melhor solução para o Brasil, sem radicalizações”, completou o governador.
Mauro Mendes também pontuou que é intenção de todos os chefes de Executivos Estaduais que seja feita uma forma simplificada da tributação, o que deve ocorrer na proposta do Governo Federal.
“Queremos uma tributação menor para o bem do Brasil e de todos os brasileiros”, finalizou o governador mato-grossense.
Bolsonaro quer que o ICMS seja cobrado do valor nas refinarias e não na bomba. O presidente lembrou que a Petrobrás já reduziu o ICMS em quatro vezes nos últimos dias, mas o valor para o consumir não sofreu redução. (Com assessoria)
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