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ANALISA NOVA ESTRETÉGIA 05.01.2026 | 10h00

Indefinição de Jayme ‘trava’ candidatura de Buzetti, que pode deixar federação

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Agência Senado

Agência Senado

A suplente de senadora Margareth Buzetti segue com os planos de uma nova candidatura ao Senado travados, mesmo dentro de seu partido de origem, o Partido Progressistas (PP). O impasse ocorre porque a sigla se federou ao União Brasil, formando um único bloco partidário, o que faz com que a eventual candidatura de Buzetti dependa das articulações internas do partido aliado, que hoje trabalha com dois possíveis nomes para o Senado: Mauro Mendes e Jayme Campos.


Conforme apurado pelo , a cúpula estadual do União Brasil considera mais provável que Jayme Campos dispute a reeleição ao Senado, e não o Governo do Estado, como o próprio senador cogita. Com esse cenário, o partido passa a costurar uma “dobradinha” com Mauro Mendes e Jayme Campos, o que inviabiliza, neste momento, o lançamento da candidatura de Margareth Buzetti.


Diante desse contexto, a senadora e aliados já analisam alternativas caso a federação a mantenha em segundo plano, incluindo uma possível mudança partidária. O Partido Novo surge como uma opção, apesar da baixa representatividade na política mato-grossense, mas com interesse em ganhar protagonismo nas eleições deste ano.


A expectativa é de que até março haja uma definição sobre as candidaturas do grupo, o que deverá indicar a permanência ou eventual saída de Buzetti da federação.


Buzetti filiou-se ao PP em agosto do ano passado, durante um evento realizado na sede do União Brasil, que contou com a presença de lideranças nacionais, como o senador Ciro Nogueira e a senadora Teresa Cristina. À época, correligionários destacaram que a chegada da senadora representaria fortalecimento político e eleitoral para a sigla em Mato Grosso, em meio a um clima de entusiasmo interno.


Margareth assumiu uma cadeira no Senado pela primeira vez em 2022, por um período de 120 dias, e passou a ocupar o cargo de forma efetiva em 2023, após o então titular da vaga, senador Carlos Fávaro (PSD), ser nomeado ministro da Agricultura e Pecuária no governo do presidente Lula (PT).


Entre idas e vindas, Buzetti esteve no Senado de 2023 a 2025, sem direito à destinação de emendas individuais, podendo indicar apenas emendas de comissão, dadas pelo partido. Nem mesmo quando esteve filiada à mesma legenda do ministro Fávaro, a senadora chegou a integrar o núcleo de confiança do grupo governista.


Durante o mandato, a parlamentar conseguiu aprovar projetos considerados relevantes, como o que transformou o feminicídio em crime autônomo, com penas mais elevadas; a lei que criou o Cadastro Nacional de Pedófilos e Predadores Sexuais; e a legislação que ampliou o direito à reconstrução mamária para mulheres que sofreram mutilação, não restrita apenas aos casos de câncer.

Em Mato Grosso, o União Brasil possui representantes em 60 prefeituras, enquanto o PP administra três municípios: Arenápolis, Porto Estrela e Nova Marilândia.


No Senado, Jayme Campos representa o União Brasil. Na bancada federal, Coronel Assis e Gisela Simona são filiados à legenda.

Na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o União Brasil conta com os deputados Eduardo Botelho, Júlio Campos, Dilmar Dal Bosco e Sebastião Rezende. Pelo PP, o representante é o deputado estadual Paulo Araújo.


No cenário nacional, a federação União Progressista formará a maior bancada da Câmara dos Deputados, com 109 parlamentares, superando o PL, que possui 91, e a federação formada por PT, PCdoB e PV, com 80. No Senado, a federação contará inicialmente com 14 senadores, empatada com PSD e PL. A união é vista como uma estratégia eleitoral com foco em 2026.


A federação partidária é um arranjo que obriga os partidos a atuarem de forma conjunta. Em caso de rompimento antes do prazo mínimo estabelecido pela legislação eleitoral, as siglas ficam impedidas de formar novas alianças.


Batizada de União Progressista, a federação será a maior força partidária do país. Além da maior bancada na Câmara, o bloco reunirá o maior número de prefeitos e a maior fatia de recursos públicos destinados a campanhas e ao funcionamento partidário.


Os números da federação incluem:
• 109 deputados federais, formando a maior bancada da Câmara;
• 14 senadores, com previsão de chegar a 15;
• 1.335 prefeitos em todo o país
• 7 governadores;
• R$ 953,8 milhões em fundo eleitoral (dados de 2024), a maior fatia entre os partidos;
• R$ 197,6 milhões em fundo partidário, também liderando o ranking nacional.

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Comentários

Gilmar Gomes de Souza - 05/01/2026

Mauro Mendes deve ser o mais votado para o Senado em Mato Grosso, com votação expressiva, como troféu pela boa gestão que está fazendo no Estado. A segunda vaga será disputada por Jayme Campos e Janaína. A história já demonstrou que para o Senado costuma ter surpresa. É aguardar.

Oliveira Sampaio - 05/01/2026

Com certeza a Dep Janaina Riva será a mais votada para o senado e nosso estado estará muito bem representado naquela casa de leis

2 comentários

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