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VÉSPERA DE CONVENÇÃO 16.07.2026 | 08h00

Júlio diz ter recebido denúncia de compra de votos no União Brasil

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Fred Moraes e Pablo Rodrigo

redacao@gazetadigital.com.br

Allan Mesquita

Allan Mesquita

O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) afirmou nesta terça-feira (15) que recebeu denúncias de integrantes do partido de que empresários estariam oferecendo vantagens a convencionais para impedir a aprovação da candidatura do senador Jayme Campos (União) ao Governo de Mato Grosso na convenção marcada para 30 de julho. Segundo o parlamentar, caso as suspeitas sejam confirmadas, o grupo acionará a Justiça Eleitoral.

 

Sem citar nomes, Júlio disse que emissários já estariam procurando prefeitos e outros convencionais da legenda para convencê-los a votar pela aliança com o Republicanos, tese defendida pelo ex-governador Mauro Mendes. "Já começou", respondeu ao ser questionado se havia uma movimentação de "mala branca" na disputa interna. "Nós estamos ainda recebendo as denúncias do interior, de que alguns emissários já estão chegando a determinados convencionais do partido, oferecendo coisas."

 

O deputado afirmou que as informações ainda estão sendo reunidas antes de qualquer medida judicial. "Nós estamos patrulhando isso, porque isso é caso de gravidade. Se isso realmente for constatado, nós vamos acionar o Ministério Público Eleitoral para acompanhar de perto isso", declarou.

 

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Indagado se os supostos articuladores seriam empresários ligados ao agronegócio, limitou-se a responder: "Pode ser". As declarações elevam a tensão na disputa interna do União Brasil, que decidirá, em convenção, se terá candidatura própria ao Palácio Paiaguás ou se permanecerá na base governista, apoiando a tentativa de reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos).

 

Júlio afirmou que o grupo favorável à candidatura de Jayme continua confiante na vitória. Segundo ele, dois convencionais perderam o direito a voto, um por exercer dupla representação dentro do partido e outro por ter deixado a legenda,  reduzindo de 50 para 48 o número de integrantes aptos a participar da votação.

 

"Nós estamos plenamente confiantes de que a grande maioria dos militantes, filiados e convencionais são pessoas dignas, honradas, que não vão aceitar propostas indecorosas vindas de determinados empresários que têm grandes interesses no Governo de Mato Grosso", afirmou.

 

A convenção do União Brasil tornou-se o principal palco da disputa pela sucessão estadual de 2026 em Mato Grosso. De um lado, os irmãos Jayme e Júlio Campos defendem que a legenda apresente candidatura própria, sob o argumento de que o partido possui musculatura eleitoral para liderar a disputa. Do outro, o presidente estadual da sigla, o ex-governador Mauro Mendes, trabalha para manter a aliança construída nos últimos anos e consolidar o apoio do União à candidatura de Otaviano Pivetta, seu aliado político e nome escolhido para sucedê-lo no comando do Estado.

 

Conforme a composição definida pela direção partidária, 48 convencionais terão direito a voto na reunião do próximo dia 30. A decisão será tomada por escrutínio secreto e definirá qual projeto o partido adotará na eleição para o governo: candidatura própria com Jayme Campos ou aliança com o Republicanos em torno de Pivetta.

 

Nos bastidores, ambos os grupos intensificaram a mobilização nas últimas semanas em busca de maioria entre prefeitos, deputados, dirigentes municipais e demais integrantes do diretório estadual.

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