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mudança em eleições 03.07.2026 | 17h39

Maggi apoia Pivetta e destaca 'governar é fazer o possível, não o que quer'

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Laisa Stofel e Fred Moraes

redacao@gazetadigital.com.br

Reprodução ALMT

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O ex-governador e produtor rural, Blairo Maggi (PP), disse estar ao lado do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) em sua tentativa de reeleição, mas também reconheceu as qualidades dos demais candidatos. Wellington Fagundes (PL) e Jayme Campos (União) também querem o Palácio Paiaguás ao lado de ao menos outros sete nomes.

 

Ao ser questionado sobre a diferença entre candidatos experientes na gestão e nomes vindos do Legislativo, fala que se aplica à pré-candidatura de Fagundes. Maggi relembrou o início de sua carreira política, em que não havia participado de nenhum outro pleito antes, mas que hoje não há o mesmo espaço.

 

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“Quando você disputa uma eleição, você olha como se fosse um teclado de computador e fala assim: ‘todas essas teclas aqui eu posso apertar e fazer o que eu quiser’. No momento em que você é eleito, já começam a aparecer as dificuldades. ‘Ó, não aperta aqui, não faça isso, não pode fazer aquilo’. E tem algumas que falam assim: ‘se você apertar aqui, você vai ser rejeitado, você vai ser mandado embora’. Então, disputar uma eleição é uma coisa e governar é outra. É bastante diferente quando você governa dentro das regras, naquilo que é possível e não naquilo que você imagina que pode ser feito”, afirmou em referência à Fagundes.

 

Maggi explicou que as leis e o funcionamento dos outros poderes limitam as decisões do gestor, uma vez que o candidato precisa de uma base governista unida. Algo que, pelas recentes manifestações de apoio, Fagundes não está encontrando dentro do próprio partido.

 

“As coisas não aconteceram no Estado porque eu passei como governador e quis que fosse assim. Você tem que viver dentro dessa bolha, desse negócio. Não tem como fazer aquilo que eu quero. Mais uma vez, é fazer aquilo que é possível ser feito, construído. Você não pode ficar muito esparramado e sozinho no negócio”, comentou.

 

Para a sucessão do governo, Maggi declarou apoio a Otaviano Pivetta, que sustenta uma linha de continuidade à gestão de Mauro Mendes (União) e, segundo o ruralista, “administra com transparência”. Além disso, ao avaliar o posicionamento do senador Jayme Campos, que disputa espaço dentro da coligação, o ex-governador defendeu que a situação seja tratada diretamente pela liderança dos grupos políticos.

 

“O Jayme é uma pessoa importante para o Estado, é nosso senador, foi governador, ex-senador, prefeito, tem uma história e merece ser considerado no processo político. Eu não sei como eles vão decidir essa questão de partido deles. No mínimo, eles têm que dar o dedo para o senador Jayme ir a uma reunião muito clara, aberta, transparente e dizer: ‘olha, você não tem a vaga dessa vez’ ou ‘se você quer insistir na vaga, vamos no voto, quem tem voto’. No final se resume assim”, declarou.

 

Maggi também minimizou divergências ideológicas e apoiou os nomes de Neri Geller (PP) e Carlos Fávaro (PSD) para o Congresso, apontando que ambos conhecem as demandas do agronegócio de Mato Grosso.

 

“Eu entendo que o Mato Grosso é um estado agrícola, pecuário, do agro e que precisa ter pessoas que conheçam profundamente esse setor, que ajudem a resolver os problemas que vêm pela frente. Tanto o Neri quanto o Fávaro conhecem profundamente esse negócio e tenho certeza de que, independentemente das condições políticas, por onde vêm, por onde vão, quem apoia, quem não apoia, uma vez terminado o pleito e eles eleitos, eles ajudarão bastante o Estado nos próximos quatro anos”, concluiu.

 

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