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ESQUEMA DE CONSELHEIROS 04.11.2026 | 12h05

Max admite gravidade de operação e AL avalia situação de servidor alvo

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Fred Moraes

Fred Moraes

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi (Podemos), classificou a Operação Tomada de Contas da Polícia Federal (PF), que investiga o esquema ilegal de saques milionários entre conselheiros do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), como algo “muito ruim” para o Estado, diante da escândalosa estrutura orquestrada dentro da Corte de Contas. 

À imprensa Max afirmou que o Parlamento acompanha o andamento das investigações, e já solicitou a Procuradoria da Casa para avaliar quais providências poderão ser tomadas, já que um servidor de carreira aparece como um dos alvos e foi preso na última quinta-feira, 29 de outubro. Grhegory Paiva Pires Moreira Maia, procurador de carreira da Assembleia Legislativa cedido ao TCE-MT desde fevereiro de 2020, onde exercia o cargo de consultor jurídico-geral.

 

"Foi muito ruim, né? Dizer que é bom isso com o Estado de Mato Grosso não é. Muito ruim. Nós temos que mostrar agora, e esse é o momento, na investigação, a verdade dos fatos. E quem dever, tem que pagar. Quem tiver errado, vai pagar. E a Polícia Federal vai fazer o trabalho dela, que faça um bom trabalho, que faça um bom levantamento, que apure-se tudo, que torne isso tudo público. Assembleia Legislativa vai fazer o seu acompanhamento. Ontem notifiquei a Procuradoria da Casa para que eles possam me fazer os encaminhamentos daquilo de providências que eu, como presidente, tenho que tomar na função do cargo", explicou. 

 

O presidente pontuou que a investigação, que já dura mais de um ano, reúne elementos que precisam ser esclarecidos, incluindo quebras de sigilo e levantamentos feitos pelos investigadores. Apesar disso, também fez uma ressalva sobre a exposição de pessoas citadas no caso. Para ele, aqueles que eventualmente forem apontados sem que sejam comprovadas irregularidades também precisam ter seus nomes esclarecidos.

 

“É igual você jogar um monte de penas ao vento e sair recolhendo. Você coloca uma notícia e essa notícia vira verdade”, afirmou.

 

Com a possibilidade de retorno de Gregory à Assembleia, Max argumentou que não é possível simplesmente exonerá-lo, uma vez que ele possui vínculo efetivo por concurso público. Segundo o presidente, qualquer medida funcional precisa passar por procedimento administrativo e respeitar a legislação.

 

“Um concurso público você não tem como se exonerar. Você tem que abrir um processo, um procedimento, uma investigação. Tem tudo um processo”, concluiu.

 

Segundo a investigação da Polícia Federal, Grhegory teria exercido uma das funções centrais do esquema como articulador jurídico e financeiro e principal destinatário dos recursos suspeitos.

 

A decisão do ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), aponta que Grhegory teria recebido R$ 32,3 milhões em suas contas entre janeiro e outubro de 2025. Desse montante, R$ 31,6 milhões teriam sido movimentados por meio de 179 ordens bancárias avulsas, distribuídas em 12 contas de nove instituições financeiras.

 

Segundo a investigação, ele seria responsável pela articulação jurídica e financeira do grupo. A Polícia Federal também identificou imagens em que Grhegory aparece acondicionando dinheiro em uma mochila dentro de uma agência bancária. Parte dos recursos teria sido direcionada a empresas ligadas a ele, entre elas uma holding e uma companhia do ramo de criação de cavalos.

 
 
 
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