maior competitividade à produção 20.06.2026 | 16h20
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João Vieira
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), defendeu a expansão das ferrovias no país, num movimento de baixar custos, reduzir acidentes e sustentabilidade. Durante evento de inauguração da primeira etapa da Ferrovia Estadual Senador Vicente Emílio Vuolo, neste sábado (20), o político destacou que hoje as ferrovias correspondem a 20% do transporte no Brasil, mas a meta é atingir 35% na participação do escoamento da produção.
Para atingir o objetivo, o vice-presidente destacou que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que aportou R$ 2 bilhões nesta primeira etapa da obra em Mato Grosso, está lançando uma linha de fomento voltada exclusivamente para o setor.
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"O BNDES está lançando um programa agora para apoiar a indústria ferroviária, para a gente ampliar essa indústria. Hoje, da matriz de transporte brasileira, 20% é ferrovia. A meta é chegar a 35%, então temos que correr para poder ampliar", afirmou durante a cerimônia em Dom Aquino (166 km ao SUl).
Alckmin também destacou o andamento de obras como a Transnordestina, a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) e a Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico). Além delas, já está autorizada no Supremo Tribunal Federal (STF) a execução do projeto da Ferrogão, que liga Sinop (500 km ao Norte) ao Porto de Miritituba, em Itaituba (PA) e que estava emperrado à espera de licenças ambientais.
Alckmin classificou o projeto mato-grossense, executado pela concessionária Rumo, como um corredor vital para o comércio exterior e garantiu o empenho do governo federal para que os trilhos avancem conforme o cronograma original.
"É uma ferrovia importantíssima, levando a produção de toda a região do estado de Mato Grosso para o maior porto da América Latina, que é o Porto de Santos. Vamos trabalhar para que ela possa ter continuidade até chegar a Lucas do Rio Verde", pontuou.
Redução de custos e Fundo do Clima
Além do BNDES, o vice-presidente listou outras fontes de financiamento que devem baratear os custos dos projetos estruturantes na região, como os recursos da Superintendência de Desenvolvimento do Centro (Sucedo) e o Fundo Clima este último já com autorização para financiar a aquisição de locomotivas.
"Nós vamos trabalhar com nosso ministro [George] Santoro para incluir os trilhos para a gente ter custo de capital mais barato, para poder investir mais e poder ampliar mais a indústria ferroviária, que é logística, redução de custo. Derruba custo, melhora a competitividade dos produtos brasileiros", pontuou.
O primeiro trecho inaugurado compreende 162 quilômetros de extensão, interligando o complexo de Rondonópolis ao novo terminal de Dom Aquino, na BR-070. O investimento inicial foi de R$ 5 bilhões.
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