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R$ 530 milhões gastos 27.05.2026 | 18h42

Secretário adia depoimento e será ouvido por deputados sobre BRT em 11 de junho

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A convocação do secretário de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), Marcelo de Oliveira, foi aprovada na Assembleia Legislativa (ALMT), nesta quarta-feira (27) e agendada para 11 de junho. Ele deveria ter comparecido esta semana para prestar esclarecimentos sobre as obras do Bus Rapid Transit (BRT), mas alegou conflito de agenda e a presença foi adiada. O requerimento foi feito pelo deputado estadual Lúdio Cabral (PT). O parlamentar cobra explicações sobre o valor dos contratos feitos para o transporte em Cuiabá e Várzea Grande, que já ultrapassam R$ 530 milhões.

 

O deputado argumenta que as obras inacabadas geram grande risco aos motoristas, pedestres e pessoas que trafegam diariamente pelos trechos, além de gerar transtornos no trânsito das cidades. “Até agora, menos da metade da obra do trecho um, que vai do aeroporto até o final da Avenida do CPA, foi concluída. E apenas para esse trecho, o Estado já tem contratados 536 milhões. Por isso, precisamos de explicações do governo de Mato Grosso", justificou Lúdio.

 

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A Assembleia Legislativa já havia convocado anteriormente o secretário para depor na última segunda-feira (25), mas ele enviou um ofício dizendo que não iria comparecer à audiência, pois estava com “muitas demandas urgentes” e tinha outros compromissos previamente agendados. Diante da negativa ao depoimento, Lúdio afirmou que o secretário tratou a convocação da mesma forma que o governo está tratando o BRT e que tinham inúmeras questões para serem esclarecidas ainda.

 

"Nós tínhamos uma série de questões para fazer ao secretário na convocação que nós já havíamos aprovado, mas o secretário pediu adiamento. O governo não pode tratar as convocações da Assembleia da mesma forma que trata a obra do BRT. A promessa, quando o governador Mauro Mendes trocou o VLT pelo BRT, era concluir toda a obra até dezembro de 2022. Nós estamos no final de maio de 2026 e as populações de Cuiabá e Várzea Grande continuam sofrendo com os transtornos do trânsito em decorrência de uma obra interminável", disse Lúdio.

 

Outra questão a ser esclarecida é sobre os valores de dispensa da obra, que em dezembro do ano passado estavam firmados em R$ 120,4 milhões; porém, o valor que a Sinfra apresentou em novembro é R$ 51,5 milhões maior que outra dispensa de licitação feita pela empresa para a mesma obra e com as mesmas quantidades de estruturas, que foi de R$ 68,8 milhões, apresentado menos de três meses antes da dispensa de novembro.

 

Lotes

As dispensas eletrônicas nº 08/2025 e 09/2025, de execução das Estações do BRT, integram o lote 02 do fatiamento feito pelo governo dos contratos para conclusão do BRT após a rescisão do contrato anterior do Consórcio Construtor BRT Cuiabá, encerrado em março do ano passado. A vencedora da dispensa 09/2025 foi a empresa Lotufo Engenharia e Construções Ltda.

 

Já o lote 01, para as obras de infraestrutura e pavimentação remanescentes entre o Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, e o Hospital de Câncer no CPA, em Cuiabá, foi contratado por dispensa eletrônica junto ao Consórcio Integra BRT por R$ 155,1 milhões. O consórcio é formado pela construtoras Lotufo Engenharia, Guaxe
Construtora e Encomind Engenharia.

 

O lote 03 visa a construção dos terminais do BRT e do Centro de Controle Operacional (CCO). Também por dispensa eletrônica, o contrato foi firmado em abril de 2026 por R$ 128 milhões com a empresa Lotufo Engenharia e Construções Ltda. A Sinfra ainda não realizou licitação nem contrato para as obras de infraestrutura do eixo do BRT na Avenida Fernando Corrêa da Costa.

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