Publicidade

Cuiabá, Sábado 20/06/2026

Política de MT - A | + A

‘A CONVENÇÃO É SOBERANA’ 20.06.2026 | 08h02

Deputado critica autoritarismo de Mauro e defende voto de filiados

Facebook Print google plus
Laisa Stofel e Fred Moraes

redacao@gazetadigital.com.br

Fred Moraes/Gazeta Digital

Fred Moraes/Gazeta Digital

O deputado estadual Júlio Campos (União) criticou as divisões internas no diretório de seu partido em Mato Grosso, que se prolongam há meses e ficam mais evidentes com a proximidade da convenção política. Ao avaliar o cenário de definição para as próximas eleições, o parlamentar defendeu uma mudança no método de escolha das candidaturas, sugerindo que a decisão deixe de ser restrita à cúpula.

 

Atualmente, o estatuto da legenda prevê um modelo de decisão indireta, em que um colegiado de 52 dirigentes e mandatários possui o poder real de voto nas convenções oficiais. Campos explica que, caso haja concorrência interna por vagas na chapa, o destino dos pré-candidatos é empurrado para a votação desse grupo fechado de líderes.

 

“Não, a convenção é soberana. Se você apresentar seu nome para disputar o Senado, não vamos ter dois candidatos ao Senado dentro do partido. O Mauro Mendes e você. E os 52 votantes vão escolher”, pontuou o deputado em entrevista no dia 17 deste mês.

 

Leia também - Com Lula em agenda internacional, Alckmin inaugura ferrovia em MT.

 

Diante do teto rígido de candidaturas permitidas por legenda, o parlamentar salientou que mesmo nomes consolidados e com mandato dependem da chancela desse comitê estadual, reforçando que as negociações de bastidores seguem intensas na busca por maioria simples dentro do colegiado.

 

“Não, nem a de Jayme Campos está certa, porque depende da convenção. A votação é secreta. Dos 52 votantes, alguém vai ter que ter a maioria absoluta, pelo menos de um voto. Nós estamos trabalhando os convencionais e temos a garantia, palavra e abre dos convencionais, de que querem o Jaime Campos candidato a governador. Nós temos que ter a maioria dos cinquenta e dois. E aí sim”, detalhou.

 

Caso o grupo ligado ao Palácio Paiaguás consiga impor sua vontade e derrotar a ala tradicional na contagem dos 52 votos, Júlio Campos não descartou o isolamento político ou uma reação velada de seus correligionários.

 

“Agora, se ele tiver a maioria, o que é que tem? Para casa, né? Perdeu a convenção, não é candidato. E aí os Campos vão apoiar. É um assunto a ser discutido depois do resultado. Não vamos discutir qual é o nosso destino", defendeu.

 

Questionado sobre dificuldades de coesão no União devido ao excesso de líderes disputando o comando da sigla, o parlamentar rebateu. Para ele, o ponto central do desgaste é a falta de diálogo horizontal e o que classificou como uma postura impositiva da atual direção estadual.

 

“Não é que é cacique, é autoritarismo. Maneira ditatorial de querer achar que é dono de tudo. E não é. Nós sempre fomos democráticos. Você lembra do presidente Jonas Pinheiro? Você lembra do presidente Oscar Ribeiro? Eram democráticos. A discussão era entre os membros do partido. Nós fazíamos encontros regionais para pesquisar lá na base quem eram os candidatos. Toda vez nós discutimos. A pré-candidatura tem que ser natural. E dentro do partido. Não pode ser imposta”, criticando o atual presidente do partido, Mauro Mendes.

 

Como alternativa para descentralizar o controle institucional e dar voz à militância do interior do estado, que é uma base histórica de apoio de sua família, o deputado propôs uma consulta direta aos milhares de membros da sigla, minimizando, por fim, os riscos de uma ruptura definitiva na legenda.

 

“Os filiados do União Brasil querem a candidatura própria. Quem já apoia um outro candidato? Seja o Pivetta, seja o Hélio, seja quem for. Implodir o partido não vai, porque o partido existirá sempre”, concluiu, ironizando ainda a recente desfiliação de quadros ligados ao grupo rival.

 

“Gilberto Figueiredo foi desfiliado. Alan Porto foi. Os pouquinhos que tinham se filiado com ele, meia dúzia de gato pingado, saíram do partido”, concluiu em alfinetada ao ex-governador e seu grupo.

Voltar Imprimir

Publicidade

Comentários

Enquete

Você acredita que nesta Copa o hexa vem?

Parcial

Publicidade

Edição digital

Sexta-feira, 19/06/2026

imagem
imagem
imagem
imagem
imagem
imagem
btn-4

Indicadores

Milho Disponível R$ 66,90 0,75%

Algodão R$ 164,95 1,41%

Boi à vista R$ 285,25 0,14%

Soja Disponível R$ 153,20 1,06%

Publicidade

Classi fácil
btn-loja-virtual

Publicidade

Mais lidas

O Grupo Gazeta reúne veículos de comunicação em Mato Grosso. Foi fundado em 1990 com o lançamento de A Gazeta, jornal de maior circulação e influência no Estado. Integram o Grupo as emissoras Gazeta FM, FM Alta Floresta, FM Barra do Garças, FM Poxoréu, Cultura FM, Vila Real FM, TV Vila Real 10.1, TV Pantanal 22.1, o Instituto de Pesquisa Gazeta Dados e o Portal Gazeta Digital.

Copyright© 2022 - Gazeta Digital - Todos os direitos reservados Logo Trinix Internet

É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte.