DE OLHO NAS URNAS 19.07.2026 | 10h00

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Otmar de Oliveira
Diante das críticas e do desgaste político na véspera das eleições com pescadores, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) avança para alterar a Lei da Pesca, liberando pelo menos uma das 12 espécies de peixes que estão proibidas de pesca e venda nos rios mato-grossenses. A regra está em vigor desde 2024 e é alvo de contestação na Justiça.
A proposta, que ainda está em sua fase final em meio às negociações com representantes dos pescadores e membros da Assembleia Legislativa (ALMT), busca aplacar a insatisfação do eleitorado tradicional e das comunidades ribeirinhas, visando o projeto de reeleição do Palácio Paiaguás.
O
apurou que a alternativa apresentada pelos pescadores prevê a liberação de ao menos uma espécie por bacia hidrográfica. No caso da Baixada Cuiabana, a sugestão da categoria é que a liberação contemple a piraputanga. Atualmente, a proibição, em vigor desde 1.º de janeiro de 2024 e com validade prevista até dezembro de 2028, atinge justamente as principais espécies de maior valor econômico e demanda comercializada no estado: cachara, caparari, dourado, jaú, matrinxã, pintado/surubim, piraíba, pirara, pirarucu, trairão, tucunaré e a própria piraputanga.
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A articulação política do governo estadual ocorre em um momento em que a pressão do terceiro setor e de comunidades tradicionais sobre o Judiciário se intensificou. Organizações civis exigem que as três Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) movidas pelas cúpulas nacionais do MDB, PSD e pela Confederação Nacional dos Pescadores e Aquicultores (CNPA), que contestam a lei, sejam finalmente colocadas em pauta no Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF).
O mérito das ações segue travado na corte sob a relatoria do ministro André Mendonça, que, em julho de 2024, negou um pedido de liminar para suspender a eficácia da regra. No início deste ano, Mendonça cobrou dados sobre a efetividade da política ambiental e do amparo financeiro à categoria, provocando uma resposta que jogou luz sobre o fracasso social da medida.
Dados da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc) entregues ao STF revelaram um cenário de profunda exclusão. De um universo estimado de 15 mil pescadores artesanais em Mato Grosso, o auxílio pecuniário (Repesca), no valor de um salário mínimo, alcançou apenas 19 pessoas em 2024. Embora tenha sido expandido para 2.172 beneficiários em 2025, o programa cobriu somente 40 municípios, deixando desamparados trabalhadores de 72% do território mato-grossense.
O relatório da secretaria apontou ainda que as exigências burocráticas, como a comprovação de escolaridade mínima para cursos de capacitação voltados ao turismo de pesca, funcionaram como barreira de exclusão para cerca de 83% da categoria, ignorando a realidade sociocultural dos ribeirinhos.
Diante do diagnóstico de desamparo social, o Fórum Popular Socioambiental de Mato Grosso (Formad), junto a organizações como WWF-Brasil, Instituto Gaia e Instituto Centro de Vida (ICV), peticionou pela imediata votação do caso pelo STF. Paralelamente, o relógio corre contra a ala governista na ALMT. Prestes a completar três anos de vigência, a lei alcança o prazo regimental que permite sua reavaliação e potencial revogação por iniciativa do próprio Parlamento estadual.
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Valdineia fontoura - 20/07/2026
População acorda pura politicagem que diferença faz? Liberar a peraputanga se contina sendo o cota zero?Os rios continuam vazios ,cidades pequenas totalmente falidas.Basta ir no final de semana para Barão do Melgaço ou em Santo antonio de leverger? Acorda População!!!! Fora toda essa corja do Mauro Mendes já!!!!
ARNO - 20/07/2026
INFELIZMENTE QUE FAZ AS LEIS NÃO CONHECE A RELIDADE DAS PESSOAS, FALTA TAMBÉM CRIATIVIDADE, QUERO SUGERIR AQUI QUE SE COLOCA NA LEI QUE O TOTAL DAS MULTAS SEJA REVERTIDA EM ALEVINOS DE ACORDO COM CADA BACIA, ASSIM VAI REPOVORA OS RIOS AUTOMATICAMENTE !!!!
Robson - 19/07/2026
Uma vergonha oque o Mauro mendes fez junto com outros deputados uma covardia isso sim essa cota zero uma falta de humanidade sou a favor da pesca sem redes e sem tarrafas sem espinheiro agora proibir a pessoa de pescar com varas ta de brincadeira proibir a pessoa de comer um peixe de Rio agente não pode levar nenhum peixe pra casa mais
Elizangela - 19/07/2026
ELEITORES TEM QUE FICAR DE OLHOS BEM ABERTO PRA DAR O TROCO NESSE EMBECIL QUE PREJUDICARAM ESSAS FAMILIAS.....
4 comentários