corrupção de governos anteriores 26.03.2026 | 18h58

redacao@gazetadigital.com.br
Reprodução
O vice-governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), afirmou que pretende assumir o comando do Estado “com alegria e responsabilidade” e fez críticas indiretas a gestões passadas durante ato de filiação do partido, realizado na tarde desta quinta-feira (26). A fala ocorre após a confirmação de que o governador Mauro Mendes (União) deixar o cargo para disputar o Senado.
Em discurso a prefeitos, vereadores e lideranças políticas, Pivetta destacou que deverá conduzir o governo com foco na prestação de contas à população. Também deu uma alfinetada ao ex-governador Silval Barbosa, ao mencionar práticas de corrupção em governos anteriores. Sem citar o nome diretamente, ele criticou a cobrança de propina sobre contratos públicos.
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“Vocês não querem governantes que peçam 30% de volta para vocês. Vocês não querem governante que tenha esse costume, tenha tradição e é conhecido no estado inteiro por pedir de volta parte daquele retorno. Vocês sabem de quem eu estou falando”, disse, em referência ao chamado “mensalinho”.
Delação monstruosa
O esquema veio à tona principalmente em 2017, quando o ex-governador Silval Barbosa firmou acordo de delação premiada e detalhou o funcionamento das cobranças de propina. Durante a gestão de Silval Barbosa, empresários eram obrigados a pagar uma porcentagem de contratos firmados com o governo em troca de facilidades e liberação de recursos. O caso resultou na prisão do ex-governador, tornando-se um dos maiores escândalos de corrupção da história política de Mato Grosso.
Pivetta também afirmou que pretende manter o atual modelo de gestão e reforçou o discurso contra irregularidades. “É contra qualquer tipo de extorsão e mau uso do dinheiro público que renovamos nossa determinação de defender a população”, concluiu.
O vice também exaltou a parceria com Mauro Mendes e os resultados da atual gestão. Segundo ele, Mato Grosso vive um dos períodos mais produtivos da história recente.
“Estamos há sete anos e três meses governando de forma harmoniosa. Quem apostou no conflito perdeu. Não houve outro tempo com tantos resultados como esse”, afirmou.
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