'SÓ NÃO POSSO OBRIGÁ-LOS' 10.01.2026 | 13h00

fred.moraes@gazetadigital.com.br
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O ex-governador e ex-senador Pedro Taques, que assumiu a presidência estadual do Partido Socialista Brasileiro (PSB), já chegou ao cargo com uma missão: evitar debandada e manter o grupo unido. Isso porque muitos membros acompanhariam o deputado estadual Max Russi, antigo presidente da sigla no Estado, ao Podemos, para eleições deste ano.
Atualmente, o PSB conta com 15 prefeitos e cerca de 150 vereadores filiados, estrutura construída, grande parte, durante a gestão de Max Russi. Ciente desse capital político, Taques reconheceu publicamente o trabalho do deputado e destacou que a transição ocorreu por entendimento interno. Nos bastidores, a preocupação da nova direção é evitar a debandada silenciosa, embora vereadores não possam mudar de partido neste momento, já que a janela partidária só ocorre em 2028.
Com um discurso conciliador, Taques deixou claro que sua prioridade não é o confronto interno, mas o diálogo com prefeitos, vereadores e lideranças que hoje compõem a base em Mato Grosso.
"Cumprimento o deputado Max, que fez um belo trabalho e forte no PSB. São 15 prefeitos, 150 vereadores, militantes do PSB e digo que a saída foi entendimento dele. Assumo com a missão de mostrar possibilidade de um partido que defenda constituição, democracia e responsabilidade política. Vamos conversar com todos, em nome da democracia. Não posso obrigar ninguém a ficar comigo, liberdade é liberdade. Vereador não tem janela, é só em 2028. Vamos conversar, não quero brigar. Vamos construir com tranquilidade", explica o novo presidente ao Resumo do Dia, esta semana.
Ainda na entrevista, Taques revelou que sua volta ao centro da articulação política está ligada a "responsabilidade institucional" diante do cenário político, não só o projeto eleitoral pessoal para o Senado. Quanto a isso, Pedro sinalizou que pretende abrir conversas individualizadas e coletivas, tanto com os quadros atuais quanto com outras forças políticas, ampliando o campo de diálogo. Com histórico de forte atuação como senador e governador, Pedro Taques lembrou que mantém vínculos políticos e pessoais em praticamente todo o Mato Grosso, o que pode ser decisivo para reequilibrar o partido internamente.
"Tinha decido não voltar a política, mas tenho responsabilidade com o estado de Mato Grosso, já passei vários momentos da minha vida para ser chamado a determinadas missões. Tive conversas com o vice-presidente Geraldo Alckmin, com o João Campos, que me convidaram. Quero conversar com outros partidos. Não posso ser eu candidato. Tenho que ver espaço político para ser definido. Tenho amigos em 142 municípios, obras e ações nele. No Senado, podem falar o que for, mas dificilmente alguém dirá que envergonhei Mato Grosso, dei orgulho", concluiu.
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