convite recebido e recusado 06.03.2026 | 14h23

redacao@gazetadigital.com.br
Reprodução
Conhecido nacionalmente por escoltar presos durante a Operação Lava Jato, o ex-agente da Polícia Federal do Brasil Newton Ishii, o “Japonês da Federal”, afirmou que não pretende disputar cargos eletivos e que sua atuação como secretário-adjunto em Cuiabá será voltada a trabalhos técnicos, especialmente na área de compliance e orientação sobre transparência na gestão pública. O ex-policial foi nomeado ao cargo esta semana e o ato gerou polêmica pelo fato do profissional ter sido condenado por facilitar a entrada de contrabando no país, chegando a ser preso em junho de 2016 em virtude da Operação Sucuri.
Durante entrevista na quarta-feira (04), ele revelou que chegou a receber recentemente um convite para concorrer ao cargo de deputado federal no Paraná, mas recusou a proposta.
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“Um presidente de partido ligou para mim, mas eu falei que não. Estou vindo para Cuiabá fazer um trabalho que eu gosto e estou de fora”, afirmou.
Ishii ressaltou que não tem interesse em participar da disputa eleitoral, nem mesmo em Mato Grosso. Segundo ele, a prioridade é atuar nos bastidores, contribuindo com orientações voltadas à transparência e à ética na administração pública.
“Tem profissionais e pessoas com capacidade para isso. Eu prefiro trabalhar nos bastidores, nesse sentido do trabalho que estou adorando, que é essa parte do compliance, onde posso orientar e conscientizar tanto o setor privado quanto o setor público”, explicou.
Ele destacou que o objetivo do trabalho é fortalecer práticas de gestão mais transparentes e responsáveis, beneficiando diretamente a população.
“Há necessidade de transparência e ética. Quem ganha com isso é a própria comunidade, com uma administração séria e consciente de que o trabalho público precisa ser feito com responsabilidade”, disse.
Apesar de estar se estabelecendo em Cuiabá, para onde pretende trazer até familiares, o ex-agente afirmou que ainda não decidiu se irá transferir o título eleitoral para o estado. Além disso, revelou que quer se desfiliar de qualquer partido político para não manter vínculos partidários.
“Vou me desfiliar para não ter compromisso com partido político. Nós não conversamos sobre política, conversamos sobre trabalho”, concluiu.
Condenação
Em 2020 ele foi condenado pela Justiça Federal sob acusação de facilitação de contrabando pela fronteira Brasil-Paraguai, em Foz do Iguaçu, e ele perdeu o cargo, mas se considera "um policial aposentado". Alega que sua defesa não foi suficiente, mas isso não atrapalhará a gestão como secretário adjunto.
"Foi uma época difícil. Eram vários suspeitos, aí puxaram meu nome e me condenaram. A minha defesa não foi suficiente, embora eles não tivessem prova. E uma coisa te digo, eu acho que uma coisa bastante rigorosa é a disciplina dentro da Polícia Federal. Não me mandaram pra fazer, porque eu não tinha prova. Hoje, só pra corrigir, eu não sou ex-policial federal, eu sou um policial federal aposentado. Continuo dentro da Polícia Federal, mas como policial aposentado", diz Newton.
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