CONFLITO NO ORIENTE MÉDIO 19.04.2026 | 17h00

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Para Nelson Soares Júnior, diretor executivo do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis de Mato Grosso (Sindipetróleo-MT), apesar dos impactos econômicos prolongados em todo o planeta, as medidas provisórias editadas pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) vão fazer com que o preço do diesel diminua nos postos do estado.
Conforme os dados disponibilizados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o aumento do preço do diesel foi de 27,16% desde o início dos conflitos até agora. Na semana em que teve início a guerra entre os EUA e Israel contra o Irã, o preço do diesel em postos de Cuiabá oscilava entre R$ 5,89 e R$ 6,39. Os menores valores foram observados na semana seguinte, quando começou um outro conflito armado entre Israel e o Líbano.
Na semana entre 5 e 11 de abril, os preços do combustível na capital ficaram entre R$ 7,09 e R$ 7,49, a depender do local de compra.
Entre as medidas anunciadas pelo governo, foi estabelecida uma subvenção de R$ 1,20 por litro de diesel importado e de R$ 0,80 por litro de diesel produzido no Brasil, além de isentar totalmente de impostos federais (PISC e Cofins) o biodiesel.
O preço do diesel interessa não apenas aos donos de caminhonetes ou caminhões. Se o combustível aumenta, o frete pago pelo transporte de alimentos e produtos básicos, como medicamentos e itens de higiene, por exemplo, acabam afetando o preço final que será ofertado ao consumidor.
“As medidas provisórias tentam diminuir o impacto dessa diferença e eu acredito que vai diminuir, tanto que a gente já vem percebendo no mercado uma queda no preço do diesel”, afirmou Soares.
O sindicalista explica que obrigatoriamente 70% do diesel consumido no país deve ser de produção nacional, sendo o restante importado do exterior. Dessa maneira, na hora de calcular o preço final do produto que será colocado nas bombas dos postos, é preciso fazer uma média que leve em conta a proporção do preço do produto nacional e da parte importada.
“A Petróleo Brasileiro é uma exportadora de petróleo, ou seja, quando o petróleo sobe, você tem um aumento de ganho da Petróleo Brasileiro. Ela está vendendo petróleo a um preço mais caro, então ela está ganhando mais. Quando o diesel lá fora fica mais caro que o diesel interno e ela não majora o preço do diesel dela, ela força o mercado para uma média mais baixa do que a do mercado internacional”, explicou.
Para Nelson, na medida em que os estoques que foram comprados antes da edição das medidas provisórias forem acabando, eles serão substituídos por diesel com subvenção e isenção, que deve fazer com que os preços caiam ainda mais.
“Existe uma expectativa real de que a gente experimente uma curva descendente no preço do diesel. Qual o tamanho dessa curva? Não sei te dizer, mas a expectativa é que, na medida em que o tempo for passando e os estoques caros forem sendo vendidos, a renovação desses estoques por produtos com preço mais baixo vai ser transferida para o consumidor com certeza”, disse.
Para Nelson Soares, mesmo quando os conflitos forem encerrados, será preciso pelo menos seis meses para que os mercados se recuperem. Isso porque as infraestruturas dos países precisarão ser reconstruídas, inclusive os centros de produção desses combustíveis.
“Vai haver um período de acomodação em que o preço ainda vai ficar pressionando o mercado e irradiando pelas outras atividades econômicas, e isso com certeza vai gerar um aumento da inflação, o que vai dificultar os bancos centrais a diminuírem os juros. Ou seja, nós temos um cenário, economicamente falando, muito difícil, muito ruim. Pelo menos nos próximos seis meses”, concluiu.
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Milho Disponível
R$ 66,90
0,75%
Algodão
R$ 164,95
1,41%
Boi à vista
R$ 285,25
0,14%
Soja Disponível
R$ 153,20
1,06%
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