14.04.2017 | 12h40
Vídeo mostra trecho da delação do diretor da Odebrecht, João Antônio Pacífico Ferreira, em que confirma propinas pagas a agentes públicos de Mato Grosso na ocasião do então governo do atual ministro Blairo Maggi (PP) na ordem de R$ 900 mil entre 2006 e 2007.
Agencia Brasil ![]() Pagamentos remontam governo Maggi |
Os agentes públicos beneficiados, conforme o empresário da Odebrecht, foram o ex-secretário de Fazenda, Edmilson José dos Santos, à época secretário adjunto do Tesouro Estadual, cujo condinome era "cofrinho", o ex-procurador-geral do Estado, João Virgílio Nascimento Sobrinho, "Careca", e o procurador aposentado Francisco Gomes de Andrade Lima Filho, o “Chico Lima”, chamado pelo esquema de "Manhoso".
Otmar de Oliveira![]() Procurador aposentado Chico Lima é citado |
Os três receberam cada um deles R$ 330 mil, além de um agente público do Mato Grosso do Sul, José Miguel Milé, cujo codinome era "Palha", que ficou com R$ 83.500 mil em 2006.
A Gazeta![]() Delação aponta também João Virgílio |
Na ocasião, Ferreira respondia pela empresa CNO, do grupo Odebrecht, que atuava em Mato Grosso, além da CDPO, que atuava em Mato Grosso do Sul. Na delação, ele informa que designou o engenheiro Pedro Leão para verificar pendências dessas empresas com governos desses dois estados. O empresário diz que Leão o referendou que havia pendência da União com ambos, referentes a aposentadorias da ocasião de separação do Estado. Ficou acertado que se a União repassasse esses créditos poderiam, na sequência, repassar também pendências com a Odebrecht, quanto às obras da MT-010 e da MS-030.
Para analisar o caso, foi formada comissão especial, com agentes públicos dos dois estados e a União. A Odebrecht diz não ter interferido na composição. "Mas houve pagamento de propina no sentido de que fossem incentivados a fazer esse trabalho, que foi feito com muita dedicação", revela o empresário.
Sendo assim, o quanto antes fosse levantado quais eram esses valores pendentes, mais rápido seria feito o encontro de contas com a União, que repassaria os débitos e a Odebrecht também receberia o quer era devido.
Confira a parte da delação em que João Antônio Ferreira conta como o esquema ocorreu.
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Milho Disponível
R$ 66,90
0,75%
Algodão
R$ 164,95
1,41%
Boi à vista
R$ 285,25
0,14%
Soja Disponível
R$ 153,20
1,06%
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