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LEIS NÃO SAEM DO PAPEL 07.02.2026 | 11h17

Senadora critica pacto contra o feminicídio e faz alerta para os casos

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Maria Klara Duque - Especial para o GD

maria.klara@gazetadigital.com.br

Mayke Toscano/Secom-MT

Mayke Toscano/Secom-MT

A senadora Margareth Buzetti (PSD) criticou, nesta semana, o Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio em um vídeo publicado em suas redes sociais, no qual questiona a eficácia de novos decretos sem a aplicação prática das leis já existentes e chama atenção para os dados alarmantes de Mato Grosso.

 

Na gravação, a parlamentar afirma que o enfrentamento à violência contra a mulher não depende da criação de mais normas, mas do cumprimento das que já estão em vigor. Segundo ela, a falta de execução e de fiscalização contribui diretamente para a manutenção dos altos índices de feminicídio no estado.

 

“Não adianta fazer pacto contra o feminicídio se leis já sancionadas não conseguem sair do papel. Existe lei do estupro, existe cadastro de pedófilo.”, declarou no vídeo.

 

Os números de Mato Grosso são exemplo da gravidade do problema. Dados Nacionais de Segurança Pública apontam que 53 mulheres foram assassinadas no estado no último ano. Em 2025, Sinop liderou o ranking estadual de feminicídios, com 6 casos, seguida de Cuiabá, com 3. O mês mais violento foi junho, quando 10 mulheres foram mortas. Já em 2026, Mato Grosso já contabiliza dois casos.

 

No cenário nacional, o Brasil registrou 1.530 feminicídios em 2025, uma média de 4 vítimas por dia,  4,4% superior ao de 2024. O país ocupa a quinta posição entre os mais violentos do mundo contra mulheres, e Mato Grosso aparece de forma recorrente entre os estados com maiores índices de feminicídio e estupro de vulnerável.

 

Ainda no vídeo, a senadora reforçou que seguirá cobrando a efetivação das leis, independentemente de cargo ou mandato. “Eu não vou descansar. Mesmo que eu não seja mais senadora, vou continuar cobrando como cidadã, como mulher, como mãe e como avó, para que essas leis sejam implantadas de verdade”, afirmou.

 

Enquanto o governo federal aposta no pacto como resposta institucional, Buzetti sustenta que, sem aplicação rigorosa da legislação e responsabilização efetiva dos agressores, os dados de Mato Grosso e do país tendem a permanecer em níveis elevados.

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