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PRESSÃO NO CONGRESSO 20.01.2026 | 11h26

Pedido de CPI e CPMI contra Banco Master alcança assinaturas mínimas e tem apoio da bancada de MT

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Reprodução/ Montagem GD

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A bancada de Mato Grosso no Congresso Nacional teve participação de destaque nos pedidos de instalação de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) e Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar suspeitas de crimes e fraudes envolvendo o liquidado Banco Master. Tanto no Senado quanto na Câmara dos Deputados, parlamentares do Estado assinaram os requerimentos que já atingiram o número mínimo de apoios exigidos pelo regimento.


No Senado Federal, o pedido de criação de CPI, apresentado pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE), reuniu 42 assinaturas, número superior ao mínimo necessário. Entre os signatários estão os senadores mato-grossenses Jayme Campos (União Brasil) e Wellington Fagundes (PL).


Na Câmara dos Deputados, a mobilização também foi expressiva. Assinaram pedidos de CPMI os deputados federais de Mato Grosso; Coronel Assis (União), Coronel Fernanda (PL), Gisela Simona (União), José Medeiros (PL), Juarez Costa (MDB), Nelson Barbudo (PL) e Rodrigo Zaeli (PL).


A CPI no Senado amplia a pressão sobre o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que também tem sob análise um pedido de CPMI, cuja instalação depende da leitura do requerimento em sessão conjunta do Congresso Nacional. Já a CPI exclusiva do Senado pode ser instalada a partir da leitura do pedido na primeira sessão deliberativa do ano legislativo, prevista para 1º de fevereiro.


O avanço dos requerimentos ocorre em meio ao aumento das cobranças de parlamentares diante das denúncias envolvendo o Banco Master e decisões judiciais relacionadas ao caso.


Os pedidos de investigação no Congresso ganharam força após a deflagração da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, em 18 de novembro. A ação resultou na prisão do empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, e no afastamento do então presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa. Dez dias depois, Vorcaro foi solto por decisão da Justiça Federal em Brasília.


A Polícia Federal apura a negociação que quase culminou na venda do Banco Master ao BRB, incluindo a transferência de cerca de R$ 17 bilhões para a aquisição de ativos que, segundo os investigadores, não teriam passado por avaliação técnica prévia.


Quem é Daniel Vorcaro
Daniel Vorcaro ingressou no setor bancário em 2017, ao adquirir participação no Banco Máxima. Em 2019, assumiu o controle da instituição e, em 2021, promoveu a mudança de nome para Banco Master.

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