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Cuiabá, Sábado 07/03/2026

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'A MULHER EMPODERADA INCOMODA' 07.03.2026 | 08h28

Pela própria experiência, Vânia vê vice para Janaina como regressão e perda de autonomia

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A vice-prefeita de Cuiabá, coronel Vânia Rosa (MDB), classificou como uma “regressão” a possibilidade de composição da deputada estadual Janaína Riva (MDB) como vice-governadora em uma chapa encabeçada pelo atual vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Para ela, mulheres na política precisam ocupar cargos com autonomia decisória e não posições que dependam da delegação de poder do titular. Apesar da deputada já ter negado tratativas para a dupla, os rumores ainda circulam nos bastidores.


“Eu não vejo com bons olhos a regressão da Janaína à vice-governadora, melhor dizendo, vez que é um cargo que não tem autonomia, algo que as mulheres precisam. Precisam levar o nome não só da Janaína, mas o nome das mulheres, das mulheres, política para as mulheres. Essa autonomia talvez seja algo que incomoda. A mulher empoderada incomoda”, disse Vânia no Jornal do Meio Dia de terça-feira (03).

 

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Segundo ela, a força política da deputada é justamente o que provoca reação de adversários. Na avaliação da vice-prefeita, a ida para uma vaga de vice significaria reduzir o alcance político de uma liderança feminina já consolidada no estado.


“Ela enquanto deputada já é estadual, ela já está no estado. Enquanto senadora ela pode estar a nível Brasil. Então isso pode ser bastante assustador para a concorrência. Agora enquanto vice ela perde bastante autonomia. Estou num momento passando por isso”, aponta.


A crítica também parte da experiência pessoal da própria Vânia Rosa à frente da vice-prefeitura de Cuiabá. Ela afirma que o cargo, na prática, não lhe garante atribuições formais e tem funcionado de forma “solitária”, o que reforça sua visão de que posições de vice podem representar perda de autonomia. O episódio, inclusive, foi determinante para sua saída do Partido Novo e filiação ao MDB, movimento que ela atribui à busca por maior respaldo político diante do que considera um esvaziamento de funções.


Mesmo evitando ataques diretos à gestão municipal, Vânia sustenta que a estrutura institucional das vice-chefias ainda precisa evoluir para garantir protagonismo real.


“Não é questão de novamente julgar ou deixar de julgar o que existe. É um cargo mandatário enquanto vice, se a gente espera sim alguma atribuição formal e eu me mantenho no meu posicionamento. Não estou aqui para tomar lugar de ninguém, mas aquilo que é meu a gente corre atrás. E serviço, eu só acredito que tendo um pouquinho de atribuição legal eu poderia colaborar mais com a gestão pública do nosso município”, conclui.

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