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Deu em A Gazeta 06.02.2020 | 07h42

PF também 'grampeou' vítima de escutas ilegais

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João Vieira

João Vieira

A força-tarefa da grampolândia pantaneira identificou um documento que mostra que a publicitária Tatiane Sangalli, que foi monitorada ilegalmente a mando do ex-secretário-chefe da Casa Civil Paulo Taques, também teve o número grampeado pela Polícia Federal entre 2014 e 2015. Agora as delegadas Ana Cristina Feldner e Jannira Laranjeira solicitaram da Corregedoria da PF de Mato Grosso informações sobre quais circunstâncias a ex-amante de Paulo Taques foi interceptada pela PF.

 

No documento a qual A Gazeta teve acesso, o número telefônico de Sangalli aparece em uma lista com o codinome HNI PM – Homem Não Identificado. A nomenclatura é usada nas investigações de tráfico de drogas contra policiais.

 

Nos bastidores, a suspeita é de que a PF teria sido induzida ao erro por membros da organização de arapongagem da gestão Taques, e ter grampeado Sangalli na modalidade barriga de aluguel - quando números de pessoas comuns são listados como se pertencessem a alvos de investigações policiais.

 

Tatiane Sangalli foi um dos alvos do esquema de interceptações telefônicas clandestinas criadas no governo Pedro Taques (PSDB) para monitorar adversários políticos. Paulo Taques foi denunciado pelo Ministério Público por ter grampeado Sangalli, uma ex-servidora da Casa Civil, Caroline Mariano, no bojo das Operações Forti/Pequi e Querubim da Polícia Civil em 2015.
A justiça acatou a denúncia e o ex-secretário agora é réu na 7ª Vara Criminal.

 

Operações Forti e Querubim
Segundo as investigações, a delegada Alana Cardoso coordenou, em 2015, a Operação Forti, cujos principais alvos seriam pessoas em associação com o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho de Mato Grosso (CV).
Porém, na lista de pessoas interceptadas nessa operação também estavam as ex-servidoras Tatiana Sangalli Padilha e Caroline Mariano dos Santos. Ambas tinham vínculos estreitos com o ex-secretário da Casa Civil, Paulo Taques.

 

Responsável pelos principais processos de combate à corrupção e ao crime organizado em Mato Grosso, a juíza Selma Rosane Arruda, titular da Sétima Vara Criminal de Cuiabá, foi quem deu autorização para interceptar Tatiana e Caroline, em 26 de fevereiro de 2015. No entanto, as ex-servidoras eram identificadas como Dama Lora e Amiguinha, respectivamente.

 

Menos de um mês depois disso, houve um pedido para excluir ambas da lista de interceptações. E no dia 26 de março de 2015, a magistrada atende ao pedido do delegado Flavio Henrique Stringueta, então chefe da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), e permite que Tatiana e Caroline sejam grampeadas, dentro das investigações da
Essa operação investigou, sob sigilo, um suposto plano de uma organização criminosa que estaria vinculada ao ex-comendador João Arcanjo Ribeiro e pretendia armar contra a vida do então governador do estado, Pedro Taques (PSDB). O ex-secretário Paulo Taques nega as acusações e afirma que nunca pediu para as delegadas e nem para ninguém fazer interceptação telefônica.

 

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