DEU EM A GAZETA 30.03.2026 | 06h28

pablo@gazetadigital.com.br
Tonico Pinheiro/Secom-MT
Após troca de farpas por indiretas via imprensa entre o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e o senador Wellington Fagundes (PL), a disputa pelo governo do Estado abriu mais uma escalada no embate pelos meios judiciais. Desta vez, Pivetta conseguiu na Justiça Eleitoral retirar publicações de Fagundes de suas redes sociais, sob alegação de propaganda eleitoral antecipada. A investida jurídica do vicegovernador partiu do Republicanos, que acusou o senador de usar expressões que já configuraria pedido de votos.
“Na mesma data em que veiculado o conteúdo com pedido explícito de apoio eleitoral, o representado também divulgou pesquisa eleitoral em seu perfil, circunstância que, no conjunto da obra, evidencia estratégia coordenada de influência sobre o eleitorado, potencializando a ilicitude da propaganda extemporânea”, diz trecho da ação. De acordo com a decisão, expressões como “contamos com vocês” e “vamos juntos pra vitória”, além da indicação de cargos e a divulgação de pesquisa eleitoral, caracterizam conteúdo de campanha antes do período permitido por lei.
“O conjunto da obra revela o uso de aparato típico de campanha, visando consolidar prematuramente a percepção de vitória”, pontuou o juiz Jean Garcia. A decisão pode ser considerada a primeira vitória de Otaviano Pivetta contra Wellington Fagundes, já que ele não conseguiu o apoio do PL e da família Bolsonaro como tentou desde o ano passado. Na semana passada, os dois adversários elevaram o tom de acusações. Pivetta acusou indiretamente Fagundes, alegando que prefeitos não querem mais governantes que cobrariam retorno de 30% de tudo que encaminham para as prefeituras.
Após a declaração de Pivetta, o senador rebateu afirmando que ele deveria provar as acusações, e relembrou a denúncia da Operação Suserano em 2024, que foi feita por ele. Na ocasião, 14 deputados estaduais foram citados em investigações relacionadas à destinação de cerca de R$ 28 milhões em emendas parlamentares. Wellington alega que parte das acusações não se sustentaram.
“Quatorze deputados ficaram sob suspeita. E alguns nem tinham emendas. Isso mostra uma irresponsabilidade que precisa ser responsabilizada”, disse. Fagundes também gravou um vídeo ao lado do pré-candidato a presidente, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), onde afirmam que combaterão o feminicídio e homens que praticam violência contra mulher. “Agressor de mulher covarde também vai aposentar ou vai ser preso. Então vamos parar”, disse Flávio Bolsonaro.
O vídeo foi interpretado pela classe política como um recado a Pivetta, já que ele passou por uma denúncia de violência doméstica. Contudo, após o processo, o vice-governador foi inocentado pela justiça estadual.
Leia mais sobre Política na edição de A Gazeta
Publicidade
Publicidade
Milho Disponível
R$ 66,90
0,75%
Algodão
R$ 164,95
1,41%
Boi à vista
R$ 285,25
0,14%
Soja Disponível
R$ 153,20
1,06%
Publicidade
Publicidade
O Grupo Gazeta reúne veículos de comunicação em Mato Grosso. Foi fundado em 1990 com o lançamento de A Gazeta, jornal de maior circulação e influência no Estado. Integram o Grupo as emissoras Gazeta FM, FM Alta Floresta, FM Barra do Garças, FM Poxoréu, Cultura FM, Vila Real FM, TV Vila Real 10.1, TV Pantanal 22.1, o Instituto de Pesquisa Gazeta Dados e o Portal Gazeta Digital.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte.