PELA 10ª VEZ 26.06.2026 | 12h00

pablo@gazetadigital.com.br
João Vieira
Em uma reação rápida aos bastidores da política nacional, as cúpulas nacional e estadual do Partido Liberal (PL) vieram a público para sepultar, mais uma vez, qualquer especulação de recuo na disputa pelo Palácio Paiaguás. Por meio de uma nota oficial conjunta, o partido reafirmou a pré-candidatura do senador Wellington Fagundes (PL) ao governo de Mato Grosso.
Esta já é a décima vez que o partido precisa vir a público para chancelar o nome de Fagundes diante de investidas de adversários. O novo posicionamento foi emitido imediatamente após uma reportagem nacional que trouxe à tona as pesadas condições impostas pela cúpula nacional do Republicanos para fechar uma aliança com o PL.
De acordo com a matéria, o Republicanos exige o apoio do PL aos seus candidatos ao governo em quatro estados, incluindo o atual governador mato-grossense, Otaviano Pivetta (Republicanos), para garantir o apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República logo no primeiro turno. Caso o PL não ceda, a exigência seria a neutralidade de Flávio, impedindo-o de subir no palanque de correligionários em Mato Grosso.
A resposta do PL foi cirúrgica e buscou demonstrar total unidade e independência. No documento, assinado pelo presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, e pelo presidente do diretório estadual, Ananias Filho, o partido reitera que o planejamento em Mato Grosso é irreversível.
"O Partido Liberal Nacional e o Partido Liberal de Mato Grosso reafirmam que possuem um projeto político sólido e próprio para o Estado de Mato Grosso, construído com diálogo, coerência, responsabilidade e compromisso com a população mato-grossense", diz trecho da nota.
O partido fez questão de nominar suas principais apostas no estado para o próximo pleito, consolidando a chapa majoritária. "Esse projeto tem nomes definidos: Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República; Wellington Fagundes, pré-candidato do PL ao Governo de Mato Grosso; e José Medeiros, pré-candidato ao Senado.", completa.
A nota oficial também tratou de forma direta as informações que circulam na imprensa de que haveria uma costura nacional para rifar a candidatura de Wellington Fagundes em prol de Otaviano Pivetta. Segundo a direção do PL, o assunto com o Republicanos já foi resolvido e não há espaço para novas negociações sobre o tema.
"As duas direções partidárias também esclarecem que o tema recentemente especulado pela imprensa, em relação ao Partido Republicanos, já foi tratado diretamente entre as lideranças das legendas envolvidas, encontrando-se definitivamente encerrado, não existindo qualquer discussão ou tratativa em andamento sobre essa hipótese", sentenciou a cúpula do PL.
O próprio senador Wellington Fagundes já havia minimizado a pressão do Republicanos, classificando como "improvável" que uma imposição dessa magnitude prosperasse, devido às realidades distintas de cada estado. Com a publicação do documento, o PL tenta blindar o palanque regional e dar um recado claro ao mercado político e aos prefeitos bolsonaristas de Mato Grosso. "A candidatura de Fagundes é prioritária e inegociável. O partido conclui afirmando que "segue unido, fortalecido e concentrado na construção de um projeto consistente para Mato Grosso".
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