VENEZUELA ATACADA 05.01.2026 | 09h00

fred.moraes@gazetadigital.com.br
Otmar de Oliveira
A grande instabilidade política vivida pela Venezuela desde os ataques dos Estados Unidos no último fim de semana segue reverberando dentro da classe política de Mato Grosso. Após diversas autoridades manifestarem apoio a ação comandada pelo presidente americano Donald Trump, o ex-deputado federal de Mato Grosso, Neri Geller (PP), pontuou que as discussões em torno do assunto exigem cautelas porque ferem a soberania dos países, embora tenha caráter ‘pró-democracia’ em uma nação sob regime ditatorial.
Em seu Instagram, o ex-deputado afirmou que a captura do presidente vezenuelano, Nicolás Maduro, pelo governo americano acaba excluindo o protagonismo da população local, diante de interferências externas e ressaltou que o momento exige seriedade e equilíbrio. Na avaliação dele, é possível defender a democracia e os direitos humanos sem comprometer a soberania dos países da região.
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“Torço para que o povo venezuelano tenha um futuro diferente do passado recente, em que foi liderado por um regime antidemocrático. Rogo para que esse povo seja o dono do seu próprio destino, com soberania e livre de interesses externos. A política externa precisa ser firme, mas equilibrada. Precisamos defender a democracia e os direitos humanos sem abrir mão da soberania das nações sul-americanas”, disse.
Quanto a posição do Brasil, o ex-deputado afirmou que espera que o governo federal assuma uma postura firme e responsável, pautada pela diplomacia, pela defesa da democracia e pelo respeito à soberania das nações.
“O Brasil, gigantesco como o é, tem uma natural vocação para liderar o continente, pacificar conflitos, garantir o respeito aos direitos humanos e assegurar a soberania das nossas nações irmãs”, afirmou.
Ao final, Neri Geller defendeu uma América do Sul pacificada, com instituições fortalecidas e cooperação entre os países. Segundo ele, a estabilidade regional é fundamental para o desenvolvimento econômico, social e político do continente.
“O povo venezuelano merece um futuro livre, longe das amarras de regimes antidemocráticos e também distante de interesses externos que não visam o bem da população. Paz, soberania e liberdade”, concluiu.
A Venezuela enfrenta há anos uma grave crise política, econômica e social. Sanções econômicas, isolamento diplomático e disputas internas aprofundaram a crise humanitária.
Nicolás Maduro governa a Venezuela desde 2013. Ele tomou posse, em janeiro de 2025, para um terceiro mandato consecutivo, com previsão de término em 2031. Seu governo é marcado por acusações de fraude eleitoral, falta de reconhecimento internacional e denúncias de violações de direitos humanos.
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