SEM ELEMENTOS 20.10.2026 | 11h24

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Fred Moraes
Procurador da Câmara Municipal de Cuiabá, Eustáquio Neto, afirmou que o Legislativo não tem relação direta com a operação deflagrada na manhã desta terça-feira (20), que investiga possíveis irregularidades na eleição da Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande. Segundo ele, apesar de dois parlamentares de Cuiabá terem sido citados no contexto das investigações, a Casa não foi alvo de mandados de busca e apreensão ou de outras diligências.
Em entrevista à imprensa, Eustáquio destacou que os trabalhos da Câmara seguem normalmente e que a instituição aguarda o avanço das apurações conduzidas pelas autoridades competentes. Foram alvos os vereadores Ilde Taques e Alex Rodrigues.
“A Câmara continua com seus trabalhos normalmente e espera o desenrolar das investigações, espera que tudo seja esclarecido”, declarou. Ele também ressaltou que o Legislativo municipal permanece à disposição das autoridades policiais, do Ministério Público e do Poder Judiciário para prestar eventuais esclarecimentos e fornecer informações solicitadas.
Câmara aguarda informações oficiais
Questionado sobre a possibilidade de abertura de procedimentos internos contra os vereadores citados, Eustáquio afirmou que, até o momento, a Câmara não recebeu nenhuma notificação ou solicitação de diligência relacionada ao caso. De acordo com ele, a adoção de medidas administrativas dependerá do surgimento de informações concretas que indiquem eventual envolvimento dos parlamentares em irregularidades.
“Como nós não recebemos nenhuma notificação para o cumprimento de qualquer diligência, no momento vamos apenas aguardar. Posteriormente, se surgirem informações concretas, a Câmara tomará as medidas necessárias”, afirmou.
O Procurador reforçou que a instituição acompanhará o andamento das investigações e atenderá às solicitações das autoridades responsáveis. Segundo ele, eventuais providências serão avaliadas caso as apurações avancem e apontem possíveis irregularidades envolvendo os vereadores de Cuiabá.
Eleição da Mesa Diretora de Cuiabá
Durante a entrevista, Eustáquio também foi questionado sobre a possibilidade de a investigação interferir na eleição da Mesa Diretora da Câmara de Cuiabá, presidida por Ilde. Citou que, neste momento, não há elementos que indiquem qualquer impacto sobre o processo eleitoral realizado na capital.
Segundo ele, o foco da investigação, conforme as informações disponíveis até agora, está relacionado a uma suposta ilegalidade na eleição da Mesa Diretora de Várzea Grande.“Para o momento, certamente isso não interfere em nada na eleição realizada aqui na Câmara Municipal de Cuiabá”, declarou.
Eustáquio ponderou, no entanto, que o cenário poderá ser reavaliado caso as autoridades apresentem informações que indiquem eventual conexão entre os fatos investigados e a eleição da Mesa Diretora da capital. Sobre a possibilidade de o caso resultar em questionamentos na Comissão de Ética ou em outros procedimentos administrativos, ele afirmou que ainda é prematuro fazer qualquer previsão.
Ele reiterou que a Casa acompanha o caso com base nas informações divulgadas publicamente, sem ter recebido, até o momento da entrevista, dados adicionais ou comunicações oficiais sobre a investigação.
Eustáquio voltou a ser questionado sobre possíveis consequências administrativas ou políticas para os vereadores Ilde e Alex, incluindo eventuais reflexos sobre o exercício da presidência da Mesa Diretora. Afirmou que ainda não é possível antecipar cenários, uma vez que as investigações estão em andamento e não há, segundo ele, informações concretas que justifiquem a adoção de medidas pela Câmara.
“É muito cedo para a gente poder conjecturar este tipo de situação. A operação se deu na eleição da Mesa de Várzea Grande, mas, no desenrolar das investigações, se houver informações que impliquem seja o vereador Ilde, seja o vereador Alex, aí, com certeza, as medidas serão tomadas”, declarou.
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