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BASTIDORES 07.02.2020 | 11h11

Para justificar apoio a Pivetta, Selma diz que José Medeiros se filiará ao Aliança

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Reprodução/Facebook

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A senadora cassada Selma Arruda (PODE) defendeu para a bancada do Podemos no Senado os motivos que a levam a apoiar a candidatura do vice-governador Otaviano Pivetta (PDT) na disputa suplementar ao Senado. Entre os motivos apontados estaria a ida do deputado federal José Medeiros (PODE) para o Aliança pelo Brasil, sigla em formação sob a liderança do presidente Jair Bolsonaro.

 

Conforme o apurou, Selma alegou aos correligionários que Medeiros seria muito fiel a Bolsonaro e que irá segui-lo, já que a migração para partido recém-criado não gera infidelidade partidária. A senadora cassada ainda afirmou que Pivetta deve trocar o PDT pelo Podemos após a eleição suplementar, o que faria com que a sigla permanecesse com o mesmo número de senadores, já que na avaliação dela, Pivetta é o favorito para assumir a sua vaga. 

 

Leia também -  Proposta aumenta para 36 número de desembargadores no TJ de Mato Grosso

 

A conversa de Selma com os seus correligionários deverá por mais lenha na fogueira do Podemos em Mato Grosso. Nesta semana o sociólogo Hélio da Silva, filiado ao Podemos, entrou com uma representação para que o partido expulse Selma Arruda, por alegar que as ações dela causaram uma "decepção coletiva" na sigla. O documento foi protocolado em 5 de fevereiro.

 

Segundo o pedido Selma estaria cometendo infidelidade partidária, após várias reportagens afirmando que ela apoiaria Pivetta ao Senado. Após o pedido vir à tona, conversas de Whatsapp do grupo do Podemos de Cuiabá vazaram, mostrando a senadora cassada xingando o correligionário de “canalha” e "pulha".  

 

Selma ainda escreveu que está filiada no Podemos por convicção política e que o apoio dela "seguirá a orientação do meu líder no Senado, Álvaro Dias”, diz trecho de uma das mensagens. 

 

Nos bastidores Selma Arruda alega que Medeiros não tem o apoio do senador Álvaro Dias (PODE/PR), já que na campanha presidencial de 2018, ele teria declarado apoio a Bolsonaro desde o 1º turno das eleições, mesmo com Dias candidato a presidência pelo Podemos. 

 

E que o apoio a Pivetta também passaria por um acordo financeiro, para que o pedetistas assumisse a dívida de Selma com o Gilberto Possamai (PSL) e as contas de campanha passada de Álvaro Dias.

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Comentários

Bacharela - 12/02/2020

Uai! Se funciona assim, pagando divida da selma e do alvato dias... o piveta está COMPRANDO VAGA. Logo, entende-se que incide a tipificação do ABUSO DO PODER ECONÔMICO.

Aroldo Nunes - 07/02/2020

Se Medeiros sair do Podemos ta na roça. Um dos unico partido que acredito e o Novo.

José da Rocha Filho - 07/02/2020

Apoio financeiro, nova política, bolsonarismo. Tudo de "novo".

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