BASTIDORES 07.02.2020 | 11h11

pablo@gazetadigital.com.br
Reprodução/Facebook
A senadora cassada Selma Arruda (PODE) defendeu para a bancada do Podemos no Senado os motivos que a levam a apoiar a candidatura do vice-governador Otaviano Pivetta (PDT) na disputa suplementar ao Senado. Entre os motivos apontados estaria a ida do deputado federal José Medeiros (PODE) para o Aliança pelo Brasil, sigla em formação sob a liderança do presidente Jair Bolsonaro.
Conforme o
apurou, Selma alegou aos correligionários que Medeiros seria muito fiel a Bolsonaro e que irá segui-lo, já que a migração para partido recém-criado não gera infidelidade partidária. A senadora cassada ainda afirmou que Pivetta deve trocar o PDT pelo Podemos após a eleição suplementar, o que faria com que a sigla permanecesse com o mesmo número de senadores, já que na avaliação dela, Pivetta é o favorito para assumir a sua vaga.
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A conversa de Selma com os seus correligionários deverá por mais lenha na fogueira do Podemos em Mato Grosso. Nesta semana o sociólogo Hélio da Silva, filiado ao Podemos, entrou com uma representação para que o partido expulse Selma Arruda, por alegar que as ações dela causaram uma "decepção coletiva" na sigla. O documento foi protocolado em 5 de fevereiro.
Segundo o pedido Selma estaria cometendo infidelidade partidária, após várias reportagens afirmando que ela apoiaria Pivetta ao Senado. Após o pedido vir à tona, conversas de Whatsapp do grupo do Podemos de Cuiabá vazaram, mostrando a senadora cassada xingando o correligionário de “canalha” e "pulha".
Selma ainda escreveu que está filiada no Podemos por convicção política e que o apoio dela "seguirá a orientação do meu líder no Senado, Álvaro Dias”, diz trecho de uma das mensagens.
Nos bastidores Selma Arruda alega que Medeiros não tem o apoio do senador Álvaro Dias (PODE/PR), já que na campanha presidencial de 2018, ele teria declarado apoio a Bolsonaro desde o 1º turno das eleições, mesmo com Dias candidato a presidência pelo Podemos.
E que o apoio a Pivetta também passaria por um acordo financeiro, para que o pedetistas assumisse a dívida de Selma com o Gilberto Possamai (PSL) e as contas de campanha passada de Álvaro Dias.
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Bacharela - 12/02/2020
Uai! Se funciona assim, pagando divida da selma e do alvato dias... o piveta está COMPRANDO VAGA. Logo, entende-se que incide a tipificação do ABUSO DO PODER ECONÔMICO.
Aroldo Nunes - 07/02/2020
Se Medeiros sair do Podemos ta na roça. Um dos unico partido que acredito e o Novo.
José da Rocha Filho - 07/02/2020
Apoio financeiro, nova política, bolsonarismo. Tudo de "novo".
3 comentários