acusado de tráfico de cocaína 28.01.2026 | 17h31

maria.klara@gazetadigital.com.br
PJC / Prefeitura de Curvelândia
Após permanecer 4 meses afastado da Câmara de Curvelândia (311 km a Oeste) em razão de uma prisão decorrente de operação da Polícia Civil, o vereador Roberto Serenini (PL) continua no exercício parlamentar, atualmente em seu segundo mandato. O político foi solto esta semana sob medidas cautelares.
Antes da prisão, Serenini estava licenciado do cargo de vereador para ocupar a função de secretário municipal de Saúde. Com a deflagração da operação policial, ele foi exonerado do Executivo. Agora, após a concessão de liberdade provisória pela Justiça, o parlamentar deverá retornar ao Legislativo municipal já na próxima semana.
Em entrevista, o advogado do parlamentar, Roger Fernandes, afirmou que a prisão foi decretada em razão da apreensão de um veículo da Secretaria Municipal de Saúde, interceptado no Trevo do Lagarto, em Várzea Grande, com cerca de 50 quilos de cocaína. Mas a medida foi equivocada, na avaliação do defensor.
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Segundo o defensor, a responsabilidade pelo entorpecente foi atribuída a Serenini pelo fato de ocupar o cargo de secretário e ter acesso aos veículos oficiais. No entanto, a defesa sustenta que não há prova concreta de que o vereador tenha participado do transporte da droga.
“O fato de ser secretário não gera, por si só, a certeza de que ele seja o responsável pela droga apreendida”, alegou o advogado.
Ainda conforme a defesa, durante a oitiva das testemunhas de acusação e defesa, ficou demonstrado que o sistema de vigilância da Secretaria de Saúde era precário, sem muro, guarita ou vigilância armada, o que permitiria o acesso de qualquer pessoa ao pátio onde os veículos ficam estacionados.
Essa fragilidade, segundo Roger Fernandes, levantou dúvidas sobre quem efetivamente teria colocado o entorpecente no veículo oficial, argumento que fundamentou o pedido de revogação da prisão preventiva, acolhido pela Justiça.
Com a decisão, Roberto Serenini passa a responder ao processo em liberdade, cumprindo medidas cautelares impostas pelo Judiciário, enquanto o caso segue sob investigação.
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