nega 'politização' de crime 18.03.2025 | 17h20

mariana.lenz@gazetadigital.com.br
Chico Ferreira
O vereador Rafael Ranalli (PL) negou que a Câmara de Cuiabá esteja "politizando" a morte da jovem Emelly Beatriz Azevedo Sena, 16. A grávida foi assassinada, teve seu bebê retirado do ventre e enterrada no quintal de uma casa no bairro Jardim Florianópolis, na Capital. O parlamentar destacou que cabe ao Legislativo municipal se indignar com o que ocorre na sociedade e propôs uma moção de pesar pelo falecimento da adolescente.
“Infelizmente, a gente tem que se consternar sim. É um ato que a gente deve repudiar totalmente, fui o único vereador aí que propôs uma nota de pesar. Como legislador municipal, não tem muito o que ajudar e fazer que não lamentar. A minha fala na tribuna foi mais uma vez nesse sentido, às vezes eu pareço rude, agressivo, porém a gente tem que ser rude e agressivo com um vagabundo, com um bandido”, disse nesta terça-feira (18).
Leia também - Na Câmara, mãe de Emelly pede ajuda na busca por justiça
O vereador ainda rebateu críticas de uma possível "politização" do assassinato da jovem, entre outras, como tocar em temas que não competem especificamente à função de legislador municipal.
“Não é politização. Eu costumo bater muito nessa tecla. Às vezes falam que os assuntos que eu trago aqui não são pauta. Porém, a sociedade tá falando, aconteceu no nosso quintal. As políticas têm que ser debatidas aqui na Câmara Municipal. As pessoas vivem em Cuiabá, não vivem em Brasília, então tem que reverberar sim”, refutou.
Ele ainda aproveitou a oportunidade para criticar a aplicação das leis e a impunidade em crimes violentos. “Sem palavras para descrever a monstruosidade de arrancar, roubar o filho de uma pessoa com ela viva. Não bastasse matar a mulher, ainda roubou o filho e apresentar seu. São vários crimes embutidos e mais uma vez a impunidade impera nesse país”, destacou.
Moção de pesar
Na manhã desta terça-feira (18), familiares da adolescente Emelly Beatriz Azevedo Sena, 16, estiveram na Câmara de Cuiabá pedindo por Justiça e celeridade nas investigações sobre o assassinato da adolescente. Ela foi atacada, na última quarta-feira (12), e, ainda viva, teve o bebê arrancado de seu ventre e o corpo enterrado no quintal de uma casa no bairro Jardim Florianópolis.
A família acredita que a mulher apontada como executora do crime, Nataly Helen Martins Pereira, não agiu sozinha e pede a responsabilização de demais envolvidos.
A moção de pesar foi apresentada pelo vereador policial federal Rafael Ranalli (PL). A sessão também contou com a presença do prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), e secretários.
O caso
Conforme noticiado pelo
, Emelly saiu de casa no final da manhã de quarta-feira (12), no bairro Eldorado, em Várzea Grande e avisou a família que estava indo para Cuiabá buscar doações de roupa na residência de um casal. Durante a noite, uma mulher apareceu no hospital com um bebê recém-nascido, alegando que era filho dela e que tinha dado à luz em casa.
Após exames, a médica do plantão confirmou que a mulher sequer esteve grávida. Os profissionais observaram que a criança estava limpa e sem sangramento. Além disso, exames ginecológicos e de sangue demonstraram que a mulher não tinha parido recentemente. Ela também não tinha leite para amamentar a bebê.
Polícia Militar foi acionada e descobriu que uma jovem de 16 anos estava desaparecida e o registro tinha sido feito no Núcleo de Pessoas Desaparecidas da DHPP. Diligências começaram e, na manhã de quinta-feira (13), os investigadores chegaram até a casa em que a mulher alegava ter tido o parto normal, no Jardim Florianópolis, onde o corpo de Emelly foi encontrado.
A adolescente estava em uma cova rasa, no quintal, com lesões no corpo, mãos e pés amarrados, sacolas na cabeça e uma lesão no pescoço. Além disso, havia um corte enorme na barriga, em formato de 'T'. Perícia foi acionada e 4 pessoas foram detidas, entre elas, o casal que chegou no hospital.
No decorrer do dia, a DHPP prendeu em flagrante Nataly Helen Martins Pereira, 25, que atacou Emelly e retirou a filha dela da barriga, depois, enterrou a menina no quintal. Os demais foram liberados, pois houve entendimento de que não participaram do crime.
Publicidade
Publicidade
Milho Disponível
R$ 66,90
0,75%
Algodão
R$ 164,95
1,41%
Boi à vista
R$ 285,25
0,14%
Soja Disponível
R$ 153,20
1,06%
Publicidade
Publicidade
O Grupo Gazeta reúne veículos de comunicação em Mato Grosso. Foi fundado em 1990 com o lançamento de A Gazeta, jornal de maior circulação e influência no Estado. Integram o Grupo as emissoras Gazeta FM, FM Alta Floresta, FM Barra do Garças, FM Poxoréu, Cultura FM, Vila Real FM, TV Vila Real 10.1, TV Pantanal 22.1, o Instituto de Pesquisa Gazeta Dados e o Portal Gazeta Digital.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte.