sob apuração 08.07.2026 | 18h18

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Divulgação
Uma ação conjunta entre a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) e a Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI) evitou novo ataque aos arquivos institucionais. No último dia 28 de junho, as equipes de segurança digital identificaram e bloquearam uma tentativa de invasão aos sistemas financeiros do Estado. O caso já está sob investigação sigilosa da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI) da Polícia Civil.
O ataque foi interceptado na origem após os técnicos detectarem uma ordem de pagamento atípica enviada à instituição bancária no mesmo dia. Com o bloqueio imediato, o Estado não sofreu qualquer perda financeira ou ônus ao erário.
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Segundo o governo, a vulnerabilidade utilizada pelos criminosos foi desativada. Os ambientes do Sistema Integrado de Planejamento, Contabilidade e Finanças do Estado (Fiplan) foram isolados, revisados e reconfigurados sob padrões internacionais de segurança. O sistema já opera com estabilidade e monitoramento ininterrupto.
Alvo repetido
O nível de alerta no governo do Estado está máximo, especialmente porque o ecossistema digital corporativo de Mato Grosso vem de um histórico recente de vulnerabilidade. Em março, um ataque hacker, atingiu a Secretaria de Estado de Saúde (SES). Porém, o incidente na Saúde resultou no sequestro e na suposta destruição de 200 TB de arquivos (o equivalente a cerca de 100 bilhões de páginas de texto).
O ataque à SES resultou no “desaparecimento” de documentos, relatórios de auditoria e planilhas de empresas investigadas na Operação Espelho, que serviam de base para os trabalhos da CPI da Saúde na Assembleia Legislativa (ALMT). Na ocasião, a árvore de arquivos criptografados vazou na DeepWeb, expondo dados que citavam inclusive o ex-governador Mauro Mendes (União) e o ex-secretário Gilberto Figueiredo, investigado por movimentações atípicas de R$ 15 milhões apontadas pela Polícia Federal.
Na época do ataque à Saúde, os sistemas de rede dos órgãos públicos de Mato Grosso operavam fragilizados, sem licenças ativas e sem contratualização de proteção, após a MTI suspender uma licitação de segurança às vésperas do certame. A SES alegou posteriormente ter recuperado os dados via mecanismos de contingência, embora não tenha apresentado provas técnicas da recuperação sem o pagamento do resgate de $ 500 mil exigido pelo hacker.
Desta vez, a resposta rápida no Fiplan indica uma postura mais agressiva de contenção por parte da MTI e da Sefaz. Em nota, o Estado garantiu que as equipes técnicas permanecem atuando de forma ininterrupta no monitoramento preventivo para evitar que o colapso visto na Secretaria de Saúde se repita no coração financeiro de Mato Grosso.
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