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SEM INSTRUÇÃO 13.02.2026 | 07h05

Vereador diz que colegas não teriam 'tato' em CPI que investigaria secretário e denúncias de assédio

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Fred Moraes/ GD

Fred Moraes/ GD

O vereador Felipe Corrêa (PL), empossado nesta quinta-feira (12), afirmou que em sua visão, parte dos parlamentares da Câmara de Cuiabá não teria “tato”, nem preparo técnico para conduzir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar denúncias envolvendo o ex-secretário de Desenvolvimento e Trabalho de Cuiabá, William Leite de Campos.

 

A declaração ocorre após o ‘enterro parcial’ da abertura de comissão para apurar o caso, que acabou sendo escanteada, diante do pedido de Comissão Especial da vereadora Dra. Mara (Pode).


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Felipe, que já foi secretário municipal na gestão do prefeito Abilio Brunini (PL), disse não ser contrário à investigação, mas criticou o formato sugerido. Segundo ele, submeter uma vítima de assédio a uma oitiva em plenário, com transmissão ao vivo, pode gerar exposição indevida e revitimização.

 

“Não estou defendendo ninguém. O secretário precisa ser investigado e, se houver culpa, punido. Mas discordo respeitosamente de trazer uma mulher para ser inquirida aqui, em plenário, com transmissão ao vivo, muitas vezes por vereadores sem a devida instrução para lidar com esse tipo de situação”, afirmou.

 

Apesar de cobrar investigação, o vereador cutucou o colega autor da CPI, que é advogado, argumentando que há limites éticos na condução de casos sensíveis. “Se um advogado expõe publicamente uma cliente vítima de assédio, estaria cometendo um erro grave. Ao propor uma CPI para ouvir uma mulher nessas condições, a meu ver, incorre em equívoco semelhante”, declarou.

 

O parlamentar comparou a situação ao funcionamento das Delegacias da Mulher, criadas justamente para garantir atendimento especializado e evitar que vítimas tenham de “provar novamente” o que sofreram. “Se na segurança pública existe uma rede preparada para isso, nossos colegas vereadores têm essa preparação? Essa é a minha dúvida”, pontuou.

 

Felipe também defendeu a criação de mecanismos institucionais internos para tratar denúncias de assédio moral e sexual. Ele relembrou que, em mandato anterior, propôs a criação de um comitê na própria Câmara, além de um protocolo baseado em diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), mas a iniciativa não avançou. “Esse acompanhamento tem método, garante sigilo e proteção à vítima. É diferente de uma acareação política”, disse.

 

Para o vereador, o debate precisa ser feito com responsabilidade. “Não se trata de impedir investigação, mas de garantir que ela ocorra com técnica, respeito e proteção à mulher envolvida”, concluiu.

 

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