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Cuiabá, Quarta-feira 11/02/2026

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APÓS EMBATE COM MAYSA 11.02.2026 | 09h00

Vídeo - Paula descarta barrar presença de Abilio e promete diálogo para conter conflitos

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Fred Moraes/ GD

Fred Moraes/ GD

Após o polêmico bate-boca protagonizado pelo prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), com a vereadora Maysa Leão (Republicanos), na sala de imprensa na Câmara Municipal, nesta terça-feira (11), a presidente da Câmara, Paula Calil (PL), afirmou que vai analisa cautelosamente o episódio e pretende atuar para reduzir o clima de tensão entre Executivo e Legislativo.

 

Em entrevista à imprensa, poucas horas após o ocorrido, Paula disse que tinha conhecimento apenas do que a vereadora Maysa havia repassado e ainda buscaria assistir os vídeos para posicionar oficialmente. No entanto, descartou qualquer possibilidade de impedir a presença do chefe do Executivo na Casa.

 

“Vou assistir ao vídeo para entender exatamente o que ocorreu. Aqui é a casa dos vereadores e do povo, e todos são bem-vindos, inclusive o prefeito, que é a autoridade máxima do município. O que não queremos são situações constrangedoras. Vou conversar tanto com o prefeito Abilio quanto com a vereadora Maysa para evitar novos embates. De forma alguma posso barrar o prefeito. O caminho é o diálogo e a mediação para preservar o respeito institucional”, disse a vereadora.

 

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Como o noticiou, a troca de farpas entre a vereadora do Republicanos e o prefeito teve como pano de fundo a repercussão política do grave caso envolvendo o ex-secretário de Desenvolvimento e Trabalho, William Leite de Campos, que pediu demissão após denúncias de corrupção e abuso sexual, na semana passada.

Ao comentar o caso, que quase originou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), Abilio resgatou um episódio ocorrido em agosto do ano passado, para provar a "indignação seletiva", quando Maysa presidiu uma audiência pública sobre o enfrentamento à violência sexual e permitiu a participação de uma adolescente de 16 anos, que relatou abusos sofridos no âmbito familiar.

 

Na fala, o prefeito acusou “indignação seletiva” por parte da vereadora, citou a atuação do Instituto Lírios, entidade que acolhia a jovem e que recebeu recursos públicos por meio de convênios e defendeu que a Câmara também deveria ampliar o foco das investigações. A citação despertou a ira da vereadora que contrapôs o prefeito.

 

Na época, o caso gerou questionamentos sobre eventual exposição indevida da menor, mas acabou arquivado pelo Ministério Público de Mato Grosso, que entendeu não haver risco à adolescente, destacando que sua identidade foi preservada e que a transmissão foi interrompida.


Abilio também questionou a participação do instituto em um projeto financiado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), comandado pelo ministro Carlos Fávaro (PSD).


“Esse instituto recebeu R$ 4 milhões do Mapa, do Fávaro, só para ficar andando pelo interior de Mato Grosso, em ato que tenho dúvidas se é para pré-campanha política. Então a Câmara tem muito para investigar”, afirmou o prefeito.


Maysa Leão acompanhava a entrevista e decidiu rebater as declarações. “Você conhece a pessoa de quem está falando. Ela foi sua apoiadora, defendeu o senhor, fez campanha para o senhor em 2020. O senhor está fazendo ilações para a imprensa”, reagiu à vereadora.


Abilio questionou se a parlamentar sabia que a adolescente citada era menor de idade e voltou a falar dos recursos do Mapa. “Ela recebeu dinheiro do Mapa?”, perguntou. “Recebeu no Projeto Elas na Agricultura”, respondeu Maysa. O prefeito insistiu: “Você não viajou com ela no interior? Ela não será sua coordenadora de campanha?”.


A vereadora negou. “Não, você não viu, porque a presidente do Lírios é a Muriel Torres. Eu não viajei com ela. A pessoa que coordena esse projeto não é a presidente. Esse projeto do Mapa ela assumiu em 2023. Ela subiu no palanque e pediu seu voto. Não faça ilação. O projeto foi aberto no país inteiro, a Lírios se inscreveu e ganhou. É coordenado pela UFMT. Para de fazer ilações”, rebateu, acusando o prefeito de mentir.


Abilio ainda voltou a mencionar o caso da adolescente, lembrando que o Ministério Público arquivou a representação contra a vereadora por não ter ficado comprovado que houve intenção ou conhecimento prévio do fato.

 

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