justificativa para homem vice 05.08.2026 | 16h46

laisa@gazetadigital.com.br
Fred Moraes
A vereadora Michelly Alencar (União) rebateu a declaração do deputado estadual Nininho (Republicanos), que havia afirmado não existir uma mulher preparada para compor a chapa do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) como candidata a vice-governadora, justificando a escolha do deputado federal Fabio Garcia (União) para o cargo. Segundo Michelly, o problema reside na resistência em abrir espaço para a participação feminina, e não na falta de preparo. A vereadora chegou a ser cotada para a vaga.
Em vídeo divulgado nesta quarta-feira (05) nas suas redes sociais, a parlamentar afirmou ter recebido a fala do deputado com “estranheza”. Ela destacou que, embora respeite a decisão política sobre a formação da chapa, não aceita como justificativa a suposta ausência de qualificações entre as mulheres.
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Para a vereadora, a fala do deputado ignora a realidade de milhares de mulheres que administram municípios, exercem mandatos parlamentares, comandam empresas, produzem no agronegócio e conciliam responsabilidades profissionais e familiares.
Michelly lembrou ainda que, até poucos dias antes da definição, seu próprio nome era apontado por lideranças políticas, prefeitos e pela imprensa como um dos mais cotados para a vaga.
“Até poucos dias atrás, meu nome era tratado como uma das principais opções para a vice-governadoria. Então fica uma pergunta: eu deixei de ser preparada da noite para o dia ou o problema é outro?”, indagou a parlamentar.
Ela frisou que o debate deve se concentrar na presença feminina nos espaços de decisão, sustentando que a principal barreira na política é a relutância de parte da classe política em compartilhar o poder.
“O que falta às mulheres, muitas vezes, não é preparo. O que falta é que alguns homens estejam preparados para dividir os espaços de poder”, declarou.
Apesar das críticas, Michelly ressaltou que permanece alinhada ao projeto político liderado por Pivetta e confirmou o prosseguimento de sua pré-candidatura à Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Por fim, reforçou que a competência não pode ser medida pelo gênero e que as mulheres mato-grossenses já demonstraram historicamente sua capacidade para exercer qualquer função pública.
“Preparo não se mede pelo gênero. Mede-se pela história, pelo trabalho e pela capacidade de servir. E disso, as mulheres de Mato Grosso já deram prova de sobra”, concluiu.
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