QUER SER DEPUTADA 10.03.2026 | 14h10

fred.moraes@gazetadigital.com.br
Gazeta Digital
Barrada pela cúpula estadual do União Brasil de deixar a sigla para viabilizar projeto político, a vereadora por Cuiabá Michelly Alencar afirmou que avalia recorrer à Justiça para manter sua pré-candidatura e disputar uma vaga na Assembleia Legislativa nas eleições de outubro. Em entrevista ao
, a parlamentar revelou ter sido surpreendida com a decisão do partido, já que sequer participou da reunião que definiu a permanência obrigatória dos vereadores na legenda.
Conforme Michelly, mesmo com o pedido de desfiliação sendo público e de conhecimento interno, não houve nenhum convite para tentar defender sua saída e foi comunicada de cada decisão por meio da imprensa.
“Infelizmente não participei dessa reunião. Fiquei sabendo pela imprensa que teria sido definida uma normativa interna proibindo a liberação dos vereadores. Não fui convidada para esse diálogo”, declarou à reportagem.
A vereadora afirmou que, desde então, tem sido questionada sobre qual caminho adotará diante do bloqueio do partido, inclusive sobre a possibilidade de judicializar o caso para obter a liberação. Segundo ela, todas as alternativas estão sendo analisadas.
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“Muita gente pergunta se eu vou entrar na Justiça, se vou judicializar esse pedido, se permaneço no partido e saio candidata ou se permaneço e não saio. Tudo isso está sendo avaliado agora. Foi uma decisão muito recente”, disse.
Apesar da indefinição, Michelly sustenta que sua intenção de disputar uma cadeira na AL não se resume a um pessoal, mas a uma demanda por maior representatividade feminina na política de Mato Grosso.
“Eu tenho um projeto e ele não é um projeto da Michelly Alencar. É um projeto do meu eleitorado e da necessidade de Mato Grosso ter mais representantes mulheres. Hoje temos apenas uma deputada e ela não virá à reeleição. Então, analiso com muito critério cada passo”, argumentou.
Enquanto aguarda uma definição, a parlamentar afirma que a decisão será tomada levando em consideração não apenas sua trajetória política, mas também os eleitores que a apoiaram. “Eu não posso pensar individualmente. Preciso pensar no impacto que essa decisão gera e em todos aqueles que estiveram comigo até aqui”, concluiu.
Nos bastidores, a parlamentar vinha articulando uma possível filiação ao Partido Novo para viabilizar a candidatura em 2026. O plano, contudo, depende da liberação do União Brasil, já que a troca de legenda fora da janela partidária pode resultar em perda de mandato.
A decisão de não liberar vereadores foi confirmada pelo governador Mauro Mendes, que liderou a reunião da executiva estadual da sigla. Segundo ele, os deputados do partido foram categóricos ao defender que os mandatos pertencem à legenda, já que as eleições proporcionais são construídas coletivamente.
O posicionamento reforça entendimento já manifestado muito anterior ao encontro, em entrevista ao
. O também secretário-geral do partido no Estado, Dilmar Dal Bosco, revelou de que não haverá carta de anuência para filiados que desejarem deixar a legenda antes da janela partidária.
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