CATEGORIA DE PESO 15.01.2026 | 09h01

fred.moraes@gazetadigital.com.br
Montagem GD
O vice-presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado estadual Júlio Campos (União) sugeriu que o governador Mauro Mendes (União) adote um discurso mais conciliador com os servidores públicos de Mato Grosso, ao alertar para o impacto político e eleitoral do desgaste na relação com a categoria. Segundo o parlamentar, o funcionalismo público pode não eleger diretamente um candidato, mas tem força suficiente para derrotar aqueles que entram em confronto com a classe.
A sugestão de Júlio foi dada durante a última sessão ordinária da Casa de Leis, que serviria para votar o projeto da Revisão Geral Anual (RGA) ao funcionalismo público, e tentativa de reconhecimento do Executivo Estadual diante da dívida de R$ 3,3 bilhões com a categoria oriundos da recomposição do RGA.
“Um ex-governador de Mato Grosso tem uma frase bastante histórica: o funcionário público não elege ninguém, mas derrota aqueles que ele deseja”, afirmou Júlio. Para o deputado, o alerta é ainda mais relevante diante do número expressivo de servidores no Estado. “São mais de 100 mil servidores públicos, ativos e inativos, pensionistas, que representam um potencial de 400 a 500 mil eleitores. É o pai, a mãe, o filho, o irmão”, completou nesta quarta-feira (14).
Júlio Campos avaliou que, diante da atual situação econômica e financeira do Estado, não haveria impedimento para que o governo avance na negociação do passivo da Revisão Geral Anual (RGA). Ele defendeu, inclusive, o parcelamento dos valores atrasados como forma de pacificar a relação com o funcionalismo.
“Se eu fosse o governador, com o Estado como está hoje, não teria nenhum problema em fazer um parcelamento do RGA atrasado e sair de bem aplaudido”, declarou.
O deputado ressaltou que a legislação permite o parcelamento da dívida e que o ideal seria não deixar passivos, mas ponderou que o Estado possui condições financeiras para resolver a situação. “O Estado tem dinheiro em caixa. Não há porquê falar que vai ficar dívida. Se quiser já cumprir o parcelamento do RGA atrasado, é muito justo”, disse.
Apesar das críticas, Júlio Campos fez questão de reconhecer os avanços da atual gestão. Segundo ele, o governo Mauro Mendes teve um desempenho expressivo em termos de obras e investimentos em todo o Mato Grosso. No entanto, apontou que o principal problema hoje é o desgaste na relação com os servidores. “Em termos de realização, temos que reconhecer que foi um grande governo, obras por todo o Mato Grosso. Agora, está faltando esse bom relacionamento com o seu membro”, concluiu.
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