'sob pressão' 04.08.2021 | 11h03

pablo@gazetadigital.com.br
Reprodução
A advogada Viviane Cristina Kawamoto Pivetta, esposa do vice-governador Otaviano Pivetta, afirmou que o vídeo que gravou e divulgou na semana passada, onde negava as agressões sofridas no mês passado em Itapema, Santa Catarina, no dia 7 de julho deste ano, foi gravado dentro do Palácio Paiaguás.
"Aquele vídeo que fui pressionada a fazer foi feito em uma sala ao lado do gabinete do governador. A secretária Laice (Souza) estava presente com sua assessora", disse Viviane ao
.
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Segundo ela, a gravação iria ser feita pelo celular da secretária. Porém, Viviane disse que faria se fosse do seu celular e com filtro. "Eu estava chorando muito, então pedi pra eu mesma fazer e colocar um filtro", explicou.
O vídeo foi feito na última sexta-feira (30), após o
ter revelado com exclusividade o caso que ganhou repercussão nacional. Na gravação, Viviane afirmava que ela estava bem e que o caso teria sido apenas uma discussão de casal, e que nunca houve agressão.
"Meu marido nunca foi um agressor. Nós tivemos essa discussão e por terceiras pessoas envolvidas no momento tomou essa proporção toda", disse.
Ela dizia ainda que continuam casados e que o que foi relatado pela Polícia Militar de Santa Catarina não seria verdade. "Nós continuamos casados, estamos bem com nossos filhos, com nossa família. Estou passando para tranquilizar a todos e para pedir respeito. Assim, que as pessoas não passem para frente coisas que não são verdadeiras'.
Porém, nesta terça-feira (3), Viviane publicou um print de uma conversa enviada para a secretária de Comunicação do governo de Mato Grosso, Laice Souza. Nela, Viviane questionou se os seguidores assistiram ao vídeo que ela publicou. Em seguida, disse que a "secretária de Comunicação do Estado de Mato Grosso Sra. Laice me pressionou para gravar um vídeo mentiroso". "Se você tem preço, eu tenho valor e ninguém me compra! Suja, rasteira e viu (sic) e todo mundo precisa saber".
Após a divulgação, Laice emitiu nota afirmando que irá processar Viviane, e que por ser mulher, jamais aceitará violência contra "uma de nós".
"Atuei estritamente com a verdade que a senhora Viviane Cristina Kawamoto repassou, no sentido que o esposo não teria cometido a agressão contra ela. O vídeo foi gravado pela senhora Viviane, do próprio celular, sem texto de apoio e postado nas redes sociais por ela. O fato foi acompanhado por uma testemunha mulher", diz trecho da nota.
Em entrevista exclusiva ao jornal A Gazeta nesta quarta-feira (4), Viviane disse que está juntando outras provas para mostrar que já vítima de outros tipos de agressões. Ela contou que está em processo de separação e que bloqueou o vice-governador no celular.
O caso
No dia 7 de julho deste ano em Itapema, Viviane chamou a Polícia Militar de Santa Catarin, e relatou aos militares que o vice-governador que havia lhe agredido e batido algumas vezes com sua cabeça no sofá. “Que a mesma mostrou aos policiais marcas de vermelhidão em seu rosto, pernas e braço gerado pelas agressões”, diz trecho do documento.
Ainda de acordo com o relato, Otaviano afirmou que sua esposa mordeu sua mão, mas que em nenhum momento a agrediu. “Que por o ‘masculino’ ser vice-governador da ativa no estado de Mato Grosso, a guarnição fez contato com o oficial do dia na qual orientou a guarnição a deslocar com o casal até delegacia de polícia onde o mesmo compareceria para acompanhar o fato, haja vista se tratar de ocorrência de violência doméstica”, diz outro trecho do documento.
Um laudo do Corpo de Bombeiros realizou um exame de corpo de delito em Viviane a pedido do delegado Rafael Chiara, que atendeu o caso.
De acordo com o laudo assinado pelo 3º sargento do Corpo de Bombeiros, Adriano Ribeiro da Silva, Viviane Kawamoto estava consciente, orientada e com sinais vitais normais. Relatou dores na região da cabeça, lábios, braços e pernas.
“Na avaliação secundária foram observadas escoriações e edemas na região do crânio, braços, no dedo anelar esquerdo, coxa esquerda, lábios e na região distal anterior da coxa esquerda”, diz trecho.
O documento também revela que Otaviano Pivetta foi atendido pelos Bombeiros, que estava no dia com a pressão arterial alterada. Segundo o laudo, o vice-governador tinha escoriações no pescoço, tórax, costas, mão esquerda e ‘bolsa escrotal lado direito’.
O laudo só foi solicitado porque Viviane se recusou a realizar o exame no Instituto Médico Legal (IML) em Balneário Camboriú, cidade localizada a 12 quilômetros de distância.
Pivetta e Viviane chegaram à delegacia por volta das 19h. O vice-governador de Mato Grosso foi detido e precisou pagar fiança de seis salários mínimos para deixar a delegacia. Ele foi indiciado por crime de lesão corporal leve e o inquérito se encontra no Fórum Criminal de Itapema.
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