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quer respeito 11.06.2026 | 14h17

'A minha guerra é provar que eles estão errados', diz Lula de acusações dos EUA

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Adriano Machado / R7

Adriano Machado / R7

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar as ações dos Estados Unidos contra o Brasil e reforçou não querer conflitos com o presidente Donald Trump. Entretanto, durante a fala, o petista afirmou que sua “guerra” é provar que o Brasil está certo e os norte-americanos, errados.

 

A declaração foi feita nesta quinta-feira (11), durante visita ao observatório de monitoramento da Amazônia, em Brasília, onde o petista disse querer comparar dados e legislações do Brasil e dos EUA para provar que as acusações dos norte-americanos são falsas.

 

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“Já falei para o presidente Trump três vezes: ‘Eu não quero guerra com você. A minha guerra é narrativa. Minha guerra é provar que estamos certos e vocês estão errados. Minha guerra é provar que você foi eleito para ser presidente dos Estados Unidos, e eu respeito o voto do povo americano, mas que você não foi eleito para ser imperador do mundo quando você pode dizer tudo o que você quer e as pessoas ficarem quietas. Com o Brasil não é assim. A gente não quer briga, a gente quer respeito’”, disse.

 

A manifestação ocorre em um contexto de novas tarifas propostas pelos EUA ao Brasil, além da classificação do PCC e CV como grupos terroristas e de ameaças ao Pix.


Durante o evento, foram apresentados dados sobre a redução do desmatamento da Amazônia. Após a apresentação, Lula citou que vai mandar as informações para o Departamento de Comércio e o Escritório do Representante de Comércio dos EUA, comprovando as ações do Brasil contra o desmatamento.

 

Ao propor uma tarifa de 25% aos produtos brasileiros, o governo norte-americano citou o desmatamento ilegal como justificativa central. No documento divulgado, eles argumentam que, apesar de ter um arcabouço jurídico para combater essa prática, o Brasil falhou historicamente em fiscalizar o cumprimento dessa legislação, permitindo a persistência desse tipo de ação.


“Nós vamos pegar esses dados, mandar para o cidadão do comércio dos Estados Unidos, que coloca a questão do desmatamento como justificativa para punir o Brasil com uma taxação maior, e vamos comparar o que acontece no Brasil e o que acontece nos EUA, porque agora é a hora da comparação”, pontuou.

 

Além da questão ambiental, Lula também sugeriu comparações entre as legislações trabalhistas do Brasil e dos EUA.


“Temos que fazer uma comparação entre o mundo do trabalho nos EUA e o mundo do trabalho no Brasil. É lógico que temos defeitos, mas eu quero comparar o direito dos trabalhadores brasileiros com o direito dos trabalhadores americanos. Eu quero comparar, porque, quando a gente está negociando com alguém que não tem parâmetro para negociar, com alguém que não se comporta de forma civilizada para negociar, a gente vai ter que fazer comparação”, concluiu.

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