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nova pesquisa 15.10.2020 | 16h47

Rejeição ao governo Bolsonaro cai ao menor nível desde abril de 2019

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Antônio Cruz/Agência Brasil

Antônio Cruz/Agência Brasil

A reprovação ao governo de Jair Bolsonaro recuou agora em outubro de 2020 ao menor nível desde abril de 2019, de acordo com pesquisa da XP, em parceria com o Ipespe (Instituto de pesquisas sociais, políticas e econômicas), divulgada nesta quinta-feira (15).

 

 

Hoje, 31% dos entrevistados consideram a gestão "ruim" ou "péssima", o menor patamar desde os 26% registrados em abril do ano passado. Por outro lado, 39% consideram a administração federal "ótima" ou "boa" e 28% a julgam "regular". Outros 2% não souberam ou não responderam.

 

Ao todo, o instituto fez 1.000 entrevistas pelo telefone, entre os dias 8 e 11 de outubro, com eleitores de todo o Brasil. A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais para mais ou para menos.

 

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A expectativa para o restante do mandato, que termina em 2022, é que será "ótima" ou "boa" para 39% dos respondentes. Outros 32% preveem anos "ruins" ou "péssimos" da atual gestão, e 26% esperam um governo "regular" até 2022. Neste recorte, 4% não responderam ou não souberam.

 

Auxílio Emergencial
O levantamento também mostrou uma boa maioria dos entrevistados, 68%, a favor da manutenção do auxílio emergencial no começo de 2021, caso não seja possível implementar o programa de distribuição Renda Cidadã.

 

A decisão do presidente de manter o auxílio até o fim de 2020, mas em valor menor, foi considerada "ótima" ou "boa" por 45% dos entrevistados (eram 47% em setembro), e "ruim" ou "péssima" por 28% deles (em setembro, eram 25%). Os que a consideram "regular" mantiveram o patamar de 24%.

 

Questionados se o governo deve estender o auxílio emergencial "por alguns meses" de 2021, caso não consiga aprovar no Congresso a criação do Renda Cidadã para que tenha validade no próximo ano, 68% responderam "sim", enquanto 27% disseram "não" e 4% não souberam ou não responderam.

 

Covid e Economia
A avaliação da atuação de Bolsonaro no combate à crise do coronavírus também passou por tendência semelhante à registrada sobre a administração em geral.

 

A avaliação negativa oscilou para baixo novamente, movimento percebido desde maio. Ela é vista como "ruim" ou "péssima" por 47% dos entrevistados, contra 49% em setembro. A avaliação positiva variou para cima de 28%, em setembro, para 30% em outubro.

 

Quando o assunto é economia, 47% avaliaram que ela está no "caminho errado". Em setembro, eram 48%. Para 39% ela está "no caminho certo", contra 38% no mês anterior. E 13% não souberam ou não responderam, mesmo número apontado na pesquisa passada.

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