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28.08.2006 | 03h00

Tomate maná cubiu é testado

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A Empresa Mato-grossense de Pesquisa Assistência e Extensão Rural (Empaer) já produziu cerca de mil mudas do tomate maná cubiu, no laboratório de Várzea Grande. "A idéia é produzir mudas em todos viveiros da Empaer", explica. O pesquisador Décio Teruo Miyajima conta que está testando os benefícios do fruto em assentamento nos municípios de Juína, a cerca de 800 quilômetros de Cuiabá e Sinop, a 500 quilômetros da capital. "Além de auxiliar no tratamento de várias doenças, também queremos ver a possibilidade do cultivo para gerar emprego e renda nos assentamentos", completa.

O maná cubiu também é conhecido como topiro, cocona, tomate de índio, orinoco, apple e peach tomato. É uma fruta nativa da Amazônia Ocidental, domesticada a séculos pelos índios pré-colombianos. Ela está sendo estudada há 25 anos pelos pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa) Além disso, desde 1998, esta planta está sendo estudada e aclimatada pela Estação Experimental Santa Luzia (SP) às condições do clima da região sudeste do Brasil. Em Mato Grosso começa a ser pesquisada pela Empaer.

Por conter um alto teor de vitamina e princípio ativo o maná cubiu pode ser considerado uma fruta medicinal. Ela é usada no combate ao colesterol, triglicerides, anemia, diabetes, pressão alta, enxaqueca, depressão, ácido úrico e também é usada como diurético e tônico sexual. Miyajima ressalta que o maná cubiu tem um teor de niacina pelo menos três a mais que a berinjela. Além disso, o maná cubiu também é rico em fibras, fósforo, vitamina C e pectina, substância utilizada para dar ponto em doces e geléias além de combater o diabetes.

Apesar de não haver nenhum estudo científico que comprove os benefícios desta espécie de tomate, sabe-se que os índios peruanos waonrani utilizam os galhos, folhas e raízes como poderoso cicatrizante e analgésico em ferimentos externos e queimaduras. Também é aplicado nas picadas de aranha e outros insetos. Mas não é só isso, o fruto está sendo usado na fabricação de cosméticos como cremes hidratantes, shampoo, sabonetes líquido ou em barra. Já o suco é utilizado para dar brilho e revitalizar os cabelos.

As três espécies mais conhecidas do maná cubio são a Santa Luzia, que produz frutos redondo, a thais, que produz frutos compridos com pontas arredondadas e o moschet, redondo e estrelado. As duas primeiras cultivares apresentaram melhores resultados e demonstraram ser as mais produtivas.

De acordo com Miyajima é possível cultivar cerca de seis mil plantas de maná cubiu em um hectare, area que chega a produzir de 30 a 60 toneladas de frutos.

Por se tratar de uma planta rústica, o cultivo é de fácil manejo. A produção começa sete ou oito meses após o plantio. a produção oscila entre 40 a 80 toneladas por hectare, sendo que cada fruto pode pesar até 120 gramas.

O maná cubiu é adquirido para plantio através de sementes de alta qualidade, mudas e matrizes. Em Mato Grosso, a Empaer já produziu mais de mil mudas que estão sendo vendidas a R$ 1,00, pelo menos 50% mais barato que o mercado que está negociando a R$ 2,00 cada uma. Mais informações pelo fone (65) 3648-9271

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