03.06.2004 | 03h00
Os doces brasileiros nascidos na casa-grande, via de regra muito açucarados, eram preparados pelas sinhazinhas, que ensinaram as especialidades da doçaria portuguesa às negras mucamas e a alguns negros que freqüentavam as cozinhas e acabaram se tornando especialistas na arte da confeitaria.
Os doces coloniais mais populares eram as compotas e os doces de massas preparados com calda de açúcar, cristal ou mascavo, e frutas típicas como mamão, abacaxi, goiaba, caju, mangaba, abórora.
Os doces conventuais sofreram herança dos portugueses porém, com substituição de ingredientes. Assim, amêndoas foram trocadas por amendoim e castanha-do-pará, o leite de amêndoa pelo de côco, a farinha don "reino" pela farinha de milho ou mandioca, frutas temperadas como a pêra, pêssego e ameixa, pelas espécies nativas, resultando uma doçaria tipicamente brasileira com quindins, cocadas, baba-de-moça, papo-de-anjo, queijadinhas de côco e muito mais.
Os doces brasileiros podem ser divididos em compotas, doce da massa, doces de tabuleiro, pudins, cremes, balas, caramelos, pães de ló, entre outros.
A base para as compotas de fruta é sempre a calda de açúcar. Todos os doces de frutas em calda são preparados seguindo-se o mesmo processo.
Escolha a fruta de seu gosto: abóbora, caju, mamão verde, goiaba, jaca, manga, abacaxi, mangaba, cajá, entre outras. Depois de lavadas e escorridas, devem ser previamente cozidas em água, sem permitir contudo que percam a integridade, ou seja, não exceda no cozimento.
Em seguida, mergulhe-as em uma cala e deixe cozinhar em fogo brando até se tornarem transparentes. As compotas devem ser consumidas rapidamente, pois existe o risco de fermentação.
Para uma melhor conservação, nunca coloque as frutas em contato com panela de ferro para não escurecer; procure guardar os doces em vidros de boca larga com tampas bem ajustadas ou em vidros próprios para conservas.
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Milho Disponível
R$ 66,90
0,75%
Algodão
R$ 164,95
1,41%
Boi à vista
R$ 285,25
0,14%
Soja Disponível
R$ 153,20
1,06%
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