Meu Bicho e Eu 22.10.2022 | 06h00
Petlove
Por mais gateiro que você seja, são grandes as chances de você estar incomodando seu gato com carinhos nos lugares errados, o que pode ser prejudicial para a relação de ambos. Quem descobriu isso foram os cientistas da Nottingham Trent University e da Universidade de Nottingham.
Na pesquisa publicada na revista Scientific Reports, participaram 120 voluntários, que passaram 5 minutos numa sala com 3 gatos desconhecidos – um de cada vez – de um abrigo de animais. Entre os participantes, havia pessoas com diferentes “níveis” de histórico de relacionamento com felinos.
Os voluntários foram indicados a deixar que os felinos fossem até eles ao invés do contrário. Além disso, os cientistas aconselharam os participantes a interagirem com os gatos assim como fazem com os seus bichanos em casa.
Resultados do experimento
Os cientistas notaram que os tutores mais experientes foram os que mais tocaram nas regiões em que os gatos se sentem mais incomodados, como a barriga, pernas e a base da cauda. Definitivamente esses não são os locais ideais pra acariciar o seu bichano.
Aqueles que eram tutores de mais gatos ou que conviviam com felinos por mais tempo, eram os que menos deram o controle e liberdade ideal para os gatos na hora da interação. Enquanto isso, as pessoas mais velhas e com traço de personalidade de neuroticismo mais alto, tendiam mais a segurar e conter os bichanos. Já os voluntários extrovertidos, iniciavam mais vezes o contato com gato, acariciando nas partes menos desejadas pelo pet.
“Nossas descobertas sugerem que certas características que podemos supor que fariam alguém bom em interagir com gatos – o quão experiente eles dizem que são, suas experiências tendo gatos e ser mais velho – nem sempre devem ser considerados como indicadores confiáveis de aptidão de uma pessoa para adotar certos gatos, particularmente aqueles com manejo específico ou necessidades comportamentais”, contou Lauren Finka, pesquisadora de comportamento e bem-estar animal da Universidade de Nottingham Trent.
Por outro lado, as pontuações mais altas em “agradabilidade” eram de quem menos tocava nas regiões mais desagradáveis para os gatos. Isso é algo que os voluntários que tinham mais contato por meio de experiências formais de trabalho com felinos conseguiram bem melhor, deixando os gatinhos assumirem o controle e sanando melhor suas necessidades.
Lauren ressalta que é importante que os abrigos de animais evitem discriminar adotantes sem experiência como tutor, pois esses “gateiros de primeira viagem” podem ser tutores fantásticos!
O objetivo da pesquisa é usar os resultados para fins positivos, ou seja, desenvolver intervenções educacionais direcionadas para garantir que todos saibam como interagir com seus gatos de forma melhor e mais confortável.
“Claro, cada gato é um indivíduo e muitos terão preferências específicas sobre como eles preferem interagir. No entanto, também existem alguns bons princípios gerais a serem seguidos para garantir que cada gato esteja o mais confortável possível e que suas necessidades específicas estão sendo atendidas”, ressalta a pesquisadora.
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