devem custar entre 10% e 20% menos 11.06.2025 | 10h16
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A farmacêutica EMS prevê lançar em agosto as primeiras versões brasileiras de canetas para tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade. Com produção autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no ano passado, a empresa afirma que as medicações nacionais devem custar entre 10% e 20% menos que as marcas de referência atuais.
Serão lançados dois produtos: o Olire, voltado ao controle da obesidade, e o Lirux, indicado para o tratamento de diabetes tipo 2. Com diferença apenas entre as doses, ambos têm como base a liraglutida, princípio ativo das canetas Saxenda e Victoza, da Novo Nordisk.
A substância atua de forma semelhante à semaglutida, presente no Ozempic e em sua versão para tratamento da obesidade, o Wegovy, também da empresa dinamarquesa. Esses princípios ativos imitam a ação do hormônio intestinal GLP-1, sinalizando saciedade ao cérebro e regulando os níveis de glicose.
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Segundo a EMS, a fabricação será 100% brasileira e visa competir com o mercado internacional. A previsão é produzir 200 mil canetas (entre Olire e Lirux) nos primeiros meses de lançamento, ainda em 2025. Em um ano, deverão ser disponibilizadas mais de 500 mil unidades.
A empresa também já se prepara para o lançamento de sua versão com semaglutida em 2026, quando a patente do medicamento expirará no Brasil. As medicações começaram a ser fabricadas em fase piloto no ano passado, na nova fábrica da farmacêutica, em Hortolândia (SP). A unidade foi primeira do País destinada à produção local das moléculas de liraglutida e semaglutida.
Como funcionam
A liraglutida “imita” o GLP-1, hormônio produzido pelo intestino e liberado na presença de glicose, sinalizando ao cérebro que estamos alimentados. Dessa forma, ela faz com que o apetite seja reduzido ao mesmo tempo em que aumenta os níveis de insulina, equilibrando a quantidade de açúcar no sangue.
Os medicamentos à base dessa substância são de uso diário. O Lirux terá dose de 1,8 mg e poderá ser usado por pacientes adultos, adolescentes e crianças acima de 10 anos de idade com diabetes tipo 2.
Já a dose do Olire será de até 3 mg e o medicamento será destinado a adultos e adolescentes a partir de 12 anos com obesidade, ou adultos com sobrepeso e comorbidades como diabetes dislipidemia e hipertensão arterial.
Em estudos clínicos, a liraglutida resultou em perda de peso média de 4 a 6 kg, com parte dos pacientes atingindo entre 5% e 10% de redução do peso corporal. A substância também é associada a melhorias nos marcadores de risco cardiovascular.
Qual a diferença entre liraglutida e semaglutida?
Os dois medicamentos são análogos do hormônio GLP-1, portanto, têm um mecanismo de ação muito parecido. As principais diferenças entre eles parecem estar na duração do efeito e na potência.
A semaglutida possui duração da ação mais longa, sendo geralmente administrada uma vez por semana, enquanto a liraglutida deve ser injetada todos os dias. Além disso, contra os 10% de perda de peso da última, a semaglutida pode levar a uma perda de 15% a 17%.
Segundo análises, a semaglutida também foi associada a reduções nos desejos por comida, o que é menos evidente com a liraglutida sugerindo diferentes mecanismos de regulação da ingestão de alimentos.
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