04.05.2026 | 12h27
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A apneia do sono é um distúrbio frequente e muitas vezes subdiagnosticado, que mantém uma relação fortemente associada com a obesidade e com o aumento do risco de doenças cardiovasculares. Não se trata apenas de um problema do sono, mas de uma condição sistêmica que afeta o organismo como um todo.
Durante o sono, ocorrem pausas repetidas na respiração, provocando quedas nos níveis de oxigênio e microdespertares ao longo da noite. Mesmo sem que o paciente perceba, o corpo entra em um estado contínuo de estresse, com liberação de hormônios como adrenalina e cortisol, o que contribui para o aumento da pressão arterial e para alterações metabólicas importantes.
A obesidade é um dos principais fatores de risco para a apneia, especialmente pelo acúmulo de gordura na região cervical, que favorece a obstrução das vias aéreas. Além disso, o excesso de tecido adiposo está associado a um estado inflamatório crônico e à resistência à insulina, criando um ambiente propício para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.
Essa combinação impacta diretamente o coração e os vasos sanguíneos, favorecendo hipertensão arterial, arritmias, sobrecarga cardíaca e maior risco de eventos como infarto e acidente vascular cerebral. Ao longo do tempo, a repetição dessas alterações compromete a função cardiovascular de forma progressiva.
Os sinais muitas vezes são negligenciados: ronco alto, pausas na respiração durante o sono, sonolência excessiva ao longo do dia, cansaço persistente e dificuldade de concentração são alguns dos indicativos mais comuns, mas nem sempre valorizados.
O tratamento da obesidade é um passo essencial para interromper esse ciclo. A perda de peso contribui para a redução dos episódios de apneia, melhora a oxigenação durante o sono e reduz o impacto sobre o sistema cardiovascular. Além disso, o tratamento adequado da apneia, quando indicado, também desempenha papel importante na proteção do coração.
A apneia do sono associada à obesidade não deve ser vista como um desconforto isolado, mas como um fator de risco relevante e silencioso para doenças cardíacas. Reconhecer os sinais e buscar avaliação especializada é um passo
decisivo para preservar a saúde e a qualidade de vida.
Mariana Ramos é endocrinologista na Fetal Care, em Cuiabá-MT
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