11.07.2018 | 13h00
O ex-prefeito de Cuiabá e pré-candidato a governo do Estado, Mauro Mendes (DEM), presta depoimento nesta quarta-feira (11) na 3ª Vara Federal de Cuiabá, em uma ação de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público Federal (MPF), que busca o bloqueio de bens dele e de Jéssica Cristina de Souza, José Faria de Oliveira, Luiz Aparecido Ferreira Torres, Maney Mineração Casa de Pedra Ltda e Valdinei Mauro de Souza, todos réus no mesmo processo.
Marcus Vaillant![]() Mauro Mendes |
Eles são acusados de fraudar o processo de execução trabalhista em que a empresa Minério Salomão acabou sendo leiloada de forma a favorecer o grupo societário em detrimento de outros participantes do leilão, que acabou sendo anulado, conforme divulgado pelo Gazeta Digital.
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Na audiência que será conduzida pelo juiz federal Cesar Augusto Bearsi, a partir das 14 horas, também estão previstas as oitivas dos réus Jéssica de Souza, José Farias, do juiz (aposentado compulsoriamente por conta do caso) Luís Aparecido Torres e Valdinei de Souza, além de testemunhas de acusação.
Em decisão proferida no último dia 13 de junho, o magistrado autorizou pedido da Mineração Casa de Pedra para que fosse feita perícia grafotécnica em documentos que constam nos autos, mas indeferiu o pedido de realização de perícia contábil.
Na denúncia apresentada pelo MPF em 2014, o órgão acusador aponta que o juiz trabalhista Luís Aparecido Torres falou no procedimento de avaliação da mineradora ao deixar de considerar que se tratava de uma mina de ouro, que passou a valer de R$ 4 milhões para R$ 700 milhões.
A empresa acabou indo a leilão a preço ínfimo, em processo que favoreceu Mauro Mendes e seu sócio Valdinei, que por meio da Maney Mineração Casa de Pedra Ltda, adquiriram o Minério Salomão.
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