‘Médicos assassinos’ 04.06.2023 | 08h00
Reprodução/Redes Sociais
A morte da modelo Lygia Fazio, de 40 anos, que teve um AVC (Acidente Vascular Cerebral) após passar por uma cirurgia para a retirada de silicone industrial, gerou revolta em amigos e familiares dela: "Até quando esses médicos assassinos vão colocar PMMA (polimetilmetacrilato) nas pessoas?", questionou a jornalista Flávia Noronha, amiga da vítima.
A modelo e influenciadora Jéssica Cristy, que fez alguns trabalhos ao lado de Lygia, explica que a amiga sempre teve medo da quantidade de PMMA que tinha no corpo. "Ela foi retirar, mas já tinha tanta inflamação que chegou na corrente sanguínea, que ela teve o AVC e não aguentou", disse Jéssica nas redes sociais.
Lygia Fazio teve o acidente vascular cerebral há cerca de três semanas, mas essa não seria a primeira vez em que ela teria tido complicações ao realizar procedimentos estéticos. A modelo e jornalista ficou até a última quarta-feira (31) internada na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), mas não resistiu.
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Ela acumulava quase 1 milhão de seguidores nas redes sociais, e era conhecida por ser uma mãe dedicada e amorosa, além de ser uma mulher determinada, guerreira e que "emanava luz", segundo seus amigos.
"Lutou até onde pôde e foi descansar nos braços do senhor. Ela deixou para nós uma grande lição e exemplo de vida", escreveu Aline Mascarenhas, em homenagem à amiga.
Para o psicólogo Diogo Zahori, Lygia foi "mais uma vítima dessa cultura julgadora". "É uma busca eterna, sempre incansável. Tudo que queremos é amar, sermos amados e aceitos", pontuou o homem.
Em 2022, a modelo chegou a ficar 106 dias hospitalizada por conta de complicações decorrentes do procedimento estético. Na ocasião, ela aplicou a substância PMMA e teve trombose e embolia.
Lygia chegou a retirar três quilos desse material do organismo, mas teve diversas infecções. Dessa vez, ela tiraria mais uma parte de PMMA, mas teve outras complicações e não resistiu.
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