16.09.2005 | 03h00
Chegou ao fim a trajetória de crimes do assaltante de residências mais procurado do Rio de Janeiro. Pedro Machado Lomba Neto, o Pedro Dom, um rapaz de classe média que começou a roubar movido pelo vício na cocaína, foi morto pela polícia na madrugada de ontem, aos 23 anos, depois de ser perseguido durante 1 hora pela cidade.
O criminoso foi encurralado num corredor dentro do prédio de número 181 da rua Alexandre Ferreira, na Lagoa, na zona sul, onde se refugiou.
"Não vou me entregar!", gritava, segundo os agentes que participaram da operação. Ele entrou no edifício depois de seguir, pelo túnel Rebouças, da zona norte à zona sul, numa motocicleta.
Pelo celular - Os policiais monitoravam as ligações feitas pelo celular de Pedro Dom havia dois meses. Ontem, à 0h30, ele telefonou para traficantes da Rocinha, de quem era aliado, pedindo que um motoqueiro que prestava serviços ao tráfico fosse buscá-lo na Vila dos Pinheiros, na zona norte, onde se escondia. Foi atendido. O motociclista se dirigiu à favela e depois pegou o caminho de volta à Rocinha com Pedro Dom na garupa. Passou pela Linha Vermelha e entrou no túnel Rebouças, que liga as zonas norte e sul. A polícia fechou então a saída do túnel, na Lagoa. Armado de pistola, Pedro Dom atirou diversas vezes contra os policiais, que ordenaram que ele se rendesse. O criminoso seguiu em frente e furou o bloqueio, mesmo tendo os fuzis da polícia apontados para si. Lançou então uma granada para o alto. Três policiais ficam feridos sem gravidade, entre eles o delegado Eduardo Freitas, que comandou a operação. A perseguição continuou pelas ruas da Lagoa. Um tiro disparado pela polícia acertou um dos pneus da moto e o assaltante a abandonou. O motociclista, Sandro Soares Tavares, acabou preso. Pedro Dom invadiu então o prédio da Rua Alexandre Ferreira e subiu correndo as escadas. Os policiais entraram no prédio e o perseguiram até o terceiro andar.
O chefe de Polícia Civil, Álvaro Lins, atribuiu as declarações ao "desespero do pai". Lomba tinha manchas de sangue no rosto e nos cabelos - parecia ter abraçado o corpo do filho ensangüentado no necrotério do hospital. Aos repórteres, contou que tinha lhe convencido a se entregar.
Com Pedro Dom foi encontrada uma mochila cheia de jóias que haviam sido levadas no último assalto comandado por ele, na quarta-feira (14), num prédio no bairro da Ilha do Governador, na zona norte do Rio. Durante o dia as vítimas foram chamadas pela polícia a reconhecer seus pertences.
Filho de um ex-policial civil, Pedro chegou a ser preso em 2002, por porte ilegal de arma. Foi solto graças a um laudo do Hospital Psiquiátrico Heitor Carrilho, que atestou a dependência química.
Publicidade
Publicidade
Milho Disponível
R$ 66,90
0,75%
Algodão
R$ 164,95
1,41%
Boi à vista
R$ 285,25
0,14%
Soja Disponível
R$ 153,20
1,06%
Publicidade
Publicidade
O Grupo Gazeta reúne veículos de comunicação em Mato Grosso. Foi fundado em 1990 com o lançamento de A Gazeta, jornal de maior circulação e influência no Estado. Integram o Grupo as emissoras Gazeta FM, FM Alta Floresta, FM Barra do Garças, FM Poxoréu, Cultura FM, Vila Real FM, TV Vila Real 10.1, TV Pantanal 22.1, o Instituto de Pesquisa Gazeta Dados e o Portal Gazeta Digital.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte.