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deu na gazeta 10.07.2022 | 07h31

Dos 433 orelhões existentes em Cuiabá, 91 ainda estão em funcionamento

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Luiz Leite

Luiz Leite

Antes da chegada da internet e da telefonia móvel, numa época em que as distâncias eram maiores, os telefones de uso público, os orelhões, como são conhecidos, eram usados em sua maioria para contato com parentes distantes. Hoje, quase 51 anos após o início da operação e conexões ultravelozes, encontrar um orelhão em funcionamento ou quem ainda use os aparelhos não é tarefa fácil.

 

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Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Cuiabá ainda tem 433 orelhões. Desses, 342 estão em manutenção e apenas 91, ou 21%, funcionam, ou deveriam funcionar. A situação é pior em outros municípios. Conquista D’Oeste e Sapezal, por exemplo, não têm nenhum orelhão em operação. A reportagem de A Gazeta saiu em busca de orelhões e usuários no Centro de Cuiabá. Nas ruas mais memórias do que aparelhos.


O primeiro orelhão no caminho fica em frente ao Centro de Especialidades Médicas (CEM), na avenida Getúlio Vargas. Sem o
gancho, porém, o aparelho não está apto para uso. A poucos metros dali, na mesma avenida, outro orelhão também não
opera. E é assim com a maioria.

 

Os únicos dois aparelhos funcionando encontrados pela reportagem ficam em frente ao Liceu Cuiabano. Ali perto, da meia dúzia de pessoas que esperam o ônibus, apenas uma tentou usar um orelhão recentemente. Sem sucesso, Maria José, 44, não encontrou nenhum. Ela faria uma ligação para um prefixo 0800. “É para o que a gente usa orelhão hoje em dia”, conta.


Quem usa mesmo orelhão é Terezinha Luz, 56, que trabalha na escola. Além de usuária, ela é entusiasta dos aparelhos. Servidora do Liceu Cuiabano, ela se gaba em dizer que um dos orelhões dentro da unidade escolar foi instalado após pedido dela.


“Os funcionários não podiam usar os fixos da escola”, lembra. Por causa da demanda, ela entrou em contato com a operadora e sugeriu a instalação.


Para provar que ainda usa os orelhões, Terezinha tira de dentro da carteira um cartão. O marido é quem compra. Precavido, ele pensa em casos de emergências, segundo ela. “Não me deixa sem”.

 

Leia mais matérias de Cidades na edição do jornal A Gazeta

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Comentários

Gonçalves. - 02/07/2023

Bom dia, esteja bem. A Tecnologia avança. O Poder aquisitivo das pessoas, nem sempre ! A garantia do Direito recua. O velho, bom, barato e seguro orelhão está abandonado pelas Operadoras, não pelos Usuários. A extrema dificuldade de comprar o cartão indutivo pelo preço justo e a precariedade das condições de uso dos orelhões impedem o maior uso dos Telefones de Utilidade Pública instalados em calçadas e estabelecimentos abertos ao público. Tecnologias avançadas tem preço que grossas camadas da população brasileira não pode ou não quer pagar. As TELES trabalham ardorosamente pelo fim da telefonia fixa, em especial o orelhão, com olhos voltados para os lucros exorbitantes que toda a cadeia produtiva e que sustenta as telecomunicações móveis vem ganhando com a Convergência Digital. Miseráveis, pobres, remediados e aqueles que não querem o smartphone estão sendo alijados da Sociedade Globalizada com a perda da garantia do direito de acesso universal às telecomunicações globais advinda com a desconstrução da Telefonia Fixa e erradicação do velho, bom, barato e seguro orelhão. Formadores de opinião, seduzidos pela falsa ideia de modernidade vendida pelas Operadoras de Telefonia Móvel embarcam, às vezes inocentemente, na onda de FAKENEWS fortemente motivada pelo poderio econômico avassalador da Indústria de Informática e Comunicações - smartphones. Pense nisso ! fernando gonçalves 13 9109-6150

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