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50 anos de Stonewall 20.08.2019 | 10h32

Exposição, debates e exibições de vídeos e documentário relembram a luta LGBTI+

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Em comemoração aos 50 anos de Stonewall, a batalha que marca a história da militância LGBT no Ocidente, o Núcleo de Antropologia e Saberes Plurais (NAPlus), em parceria com o Instituto de Saúde Coletiva e o Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), realiza programação especial com exposição de fotos e exibição de vídeos e filmes, além de debates sobre a temática LGBTI+.

 

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No dia 22, às 19h, no Museu Rondon da UFMT, será aberta a exposição de curta duração “Festa, Política e o Corpo na Rua: uma antropologia visual da Parada da Diversidade de Cuiabá, nos 50 anos de Stonewall”, um trabalho de mais de 5 anos que conta com fotos e vídeos realizados em pesquisas de campo pelos antropólogos e professores da UFMT, Marcos Aurélio da Silva e Moisés Lopes.

 

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50 anos de Stonewall

 

Já no dia seguinte (23), às 15h, no auditório do museu, mais uma edição do CinePLUS, o Ciclo de Cinema e Debates do Núcleo de Antropologia e Saberes Plurais, com a exibição do filme “A morte e a vida de Marsha P. Johnson”. 

 

O documentário conta o legado e a trajetória da ativista, uma das mais atuantes de Stonewall e da militância em Nova York e sua morte. Em 1992, seu corpo foi encontrado no rio Hudson, próximo ao bairro onde viveu e militou. Classificada como “suicídio”, as circunstâncias nunca foram totalmente esclarecidas ou investigadas. Além de explorar as biografias das veteranas de Stonewall, o filme captura a longa luta de outra  trans, Victoria Cruz, para reabrir o caso e pedir justiça para Marsha. 

 

Ambos os eventos fazem parte do projeto de extensão “A produção da saúde em contextos LGBTs da Baixada Cuiabana” e das pesquisas realizadas pelo NAPlus sobre a militância LGBT local e suas demandas por direitos, saúde e qualidade de vida. Os autores da exposição e organizadores da exibição do filme explicam a importância de se refletir sobre os 50 anos de Stonewall e as relações desse evento com a realidade local.

 

“A batalha de Stonewall é um marco da luta LGBT por visibilidade e reconhecimento de cidadania. O que a torna especial é o fato de ter inaugurado uma militância baseada na visibilidade, sem medo de colocar a cara no sol, fora do armário. As paradas da diversidade que temos hoje são um desdobramento dessa política. A primeira foi realizada em 1970, justamente para comemorar um ano da batalha de Stonewall”, explica o professor Marcos Aurélio da Silva, do departamento de Saúde Coletiva, um dos autores da exposição. 

 

Cuiabá conta desde 2004 com sua própria Parada da Diversidade que reúne anualmente milhares de militantes da população LGBT local. “É uma evento que conta com peculiaridades, se comparada com as outras. É uma das poucas realizadas em dias úteis, estabelecendo um diálogo direto com a população da cidade”, afirma o professor Moisés Lopes, do departamento de Antropologia, o outro autor da exposição. 

 

“Nossa ideia de atrelar uma exposição sobre a parada e um filme sobre a militância aos nossos projetos de pesquisa e extensão sobre a saúde da população LGBT tem por objetivo mostrar que a visibilidade, a cidadania e a ocupação da rua são questões de saúde, são a força vital de existência e resistência desses sujeitos”, finaliza Marcos. 

 

Marco do movimento 

Há 50 anos, em uma época em que bares eram proibidos de vender bebidas para homossexuais e as pessoas eram obrigadas por lei a usar roupas de acordo com seu sexo biológico nos Estados Unidos, um ato de resistência à repressão policial deu início ao que ficaria conhecido como o marco do movimento LGBT. Controlado pela máfia, o bar Stonewall Inn, em Nova York, tinha um acordo com a polícia e vendia bebidas alcoólicas para quem quisesse comprar, tornando-se um dos poucos espaços seguros para essas pessoas.

 

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50 anos de Stonewall

 

Na noite do dia 28 de junho de 1969, porém, a polícia descumpriu o acordo e entrou no bar no momento de maior movimento ameaçando prender funcionários e clientes. Gays, lésbicas, transexuais e drag queens que frequentavam o bar decidiram que não aceitariam mais sofrer abuso policial. 

 

Diferentemente do que acontecia normalmente, eles não fugiram e encurralaram a polícia. Treze pessoas acabaram presas, o que só fez acirrar os protestos, que duraram cinco dias. A partir de então, o movimento LGBT se consolidou e ganhou força nos Estados Unidos e no mundo. Não à toa, junho é o mês da maioria das Paradas do Orgulho LGBT no mundo, e o dia 28 virou o Dia do Orgulho LGBTI+. (Com informações da Assessoria)

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