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Cuiabá, Sábado 04/07/2026

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projeto parado 04.07.2026 | 17h05

Vereadora anuncia alternativa para distribuição de Mounjaro em Cuiabá

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Assessoria

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O programa “Cuiabá Mais Leve”, que promete distribuir gratuitamente o medicamento Mounjaro (tirzepatida) para o tratamento da obesidade na capital, avançou mais um passo com nova estratégia anunciada pela vereadora Michelly Alencar (União) e pelo prefeito Abílio Brunini (PL). Na última semana, a parlamentar detalhou as articulações feitas para tirar o projeto do papel, contornando o fato de a medicação de alto custo não estar incluída na lista oficial do Sistema Único de Saúde (SUS).

 

Idealizada ainda no ano passado, a vereadora destinou emendas de R$ 1,2 milhão, depois ajustadas para R$ 1,5 milhão, para a compra da medicação. Por sua vez, o prefeito Abilio disse que irá aplicar a mesma quantia no projeto.

 

Como o Ministério da Saúde e a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) ainda não incorporaram a tirzepatida à rede pública nacional, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) estava legalmente impedida de realizar a compra direta utilizando verbas de emendas parlamentares. Além disso, o prefeito havia justificado que o projeto também esbarrava na falta de protocolo para uso da substância na rede pública.

 

Para viabilizar o tratamento, os parlamentares destinaram os recursos para uma organização já existente, o Instituto Mais Saúde, que efetuará a compra e executará o programa sob a gerência e o plano de trabalho da SMS. Ou seja, ao invés da própria secretaria fazer a compra, eles irão terceirizar essa responsabilidade e gerir o restante do programa.

 

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Durante a coletiva, a vereadora reconheceu a barreira burocrática que impediu o início do programa no ano passado, ressaltando que nenhuma outra cidade do país conseguiu avançar justamente por entraves legais com o SUS. O plano de trabalho já passou pela aprovação da Procuradoria Geral do Município (PGM) e agora retorna à SMS para ajustes finais de execução.

 

A triangulação financeira, no entanto, cobrará um preço no alcance social do “Cuiabá Mais Leve”. Como a estrutura de atendimento médico, nutricional e de suporte não será totalmente absorvida pelos postos de saúde, o Instituto Mais Saúde precisará custear a própria equipe técnica, o que reduz a verba para a compra das ampolas.

 

“A boa notícia é que agora a gente pode dizer que vai sair mesmo. Não vai sair para a quantidade de pessoas que nós gostaríamos, porque não foi feito direto pela secretaria. Então, no Instituto tem que ter toda a estrutura de profissionais, de todo atendimento e suporte necessário para quem vai fazer uso”, detalhou Michelly.

 

Com o número de vagas reduzido, a prefeitura e os idealizadores agora discutem quem terá prioridade para receber as doses do remédio, cujo custo na rede privada pode passar de R$ 2 mil mensais por paciente. A tendência atual é priorizar quem já está na fila de espera pela cirurgia bariátrica, mas isso levanta o debate sobre como serão feitas as escolhas e se esses pacientes poderão optar ainda assim pela intervenção cirúrgica.

 

“E a gente está definindo se vai ser usada a lista de espera de pessoas que estão aguardando uma cirurgia bariátrica ou se a gente abre isso para um cadastro em que a população vai se inscrever. Até então, a Secretaria de Saúde tem defendido muito que, como a gente tem muita gente aguardando uma fila de cirurgia bariátrica, o ideal era dar oportunidade, porque essas pessoas realmente são pessoas muito necessitadas”, pontuou a vereadora.

 

Apesar de garantir que os recursos já foram aportados e que a viabilidade jurídica foi destravada, a vereadora evitou dar uma data exata para o início das aplicações, repassando o cronograma final para o gabinete do prefeito e para a SMS.

 

“Eu não queria falar, porque a gente falou lá no passado, gerou uma expectativa muito grande [...] Quem vai dizer quando é a Secretaria de Saúde. Agora é uma questão de tempo de análise dentro da Secretaria, que tem o trâmite de toda a emenda”, concluiu.


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